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Season Finale: E agora?

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Chegou a summer season, a época do ano que traz de volta o velho dilema, e ódio, de quem acompanha as séries que estão na “berra”: muito tempo livre e poucas séries disponíveis. Pois é, o fim da época “alta” da televisão marca as season finale das séries que agrupam maior número de seguidores.

Depois de dizermos “até já” a Tyrion Lannister, Dean Winchester, Bruce Wayne e Avery Ryan é altura de encontrarmos novos vícios. Poucas são as séries novas, por isso porque não começarmos a acompanhar um hit de audiências? No ano passado iniciei esta “regra” com The Vampire Diaries, da CW, e American Horror Story, da FOX, que se tornaram numa adição tão grande quanto o vício que tenho de roer as unhas. Aos follows destas duas posso apenas dar uma garantia: guardemos “prognósticos para o final do jogo” que muito sangue ainda vai correr nas novas temporadas. Mas “new year, new life”, e 2015 marca o início da “viagem” por dois novos dramas: Scandal, da ABC, e The Fosters, da ABC Family.

Comecemos pela vida de Olívia Pope, uma ex-assessora de comunicação do governo dos EUA, que atualmente encobre escândalos e “trafulhices” dos “poderosos”. Sendo da autoria de Shonda Rhimes, acho que já era de esperar que a série fosse viciante e repleta de twists bem ao estilo do “best sellerGrey’s Anatomy ou da “novata” How to Get Away with Murder. Gostam de romance? Ação? Drama? Shonda já provou ser uma excelente “cozinheira” nestes ingredientes e Scandal é apenas mais uma prova de como a autora consegue fugir ao deja vú da velha história de amor entre uma mulher e o Presidente dos Estados Unidos da América. Se a sinopse já deixa o “gostinho” para uma boa série, devo confessar que o “ingrediente secreto” que me fez ver a quatro temporadas em três semanas seguidas é o fantástico elenco.

Bellamy Young, que dá “vida” à primeira-dama Mellie, é apenas um dos vários membros do cast que “roubam a cena” aos protagonistas com uma personagem profunda e uma fonte inesgotável de surpresas e segredos. Já vimos Bellamy em quase todos os registos: Louca, vilã, boazinha, derrotada e vencedora. Do gang do bem ou do mal, o “humanizar” das personagens é sem dúvida a “cereja no topo do bolo”. Mellie não é caso único e em termos de densidade, pois é impossível passar ao lado de Huck ou Cyrus.

O primeiro é fruto do trabalho do ator Guillermo Diaz, e é um ex-agente de uma organização governamental secreta que foi submetido a tortura e que traz com ele o “desejo” de matar. Já Cyrus é o “braço-direito” do presidente pelo qual coloca em causa todos os valores ou a vida pessoal, deixando no ar a pergunta: até onde está disposto a ir? Em quatro temporadas ainda não parei de me surpreender!

the-fosters

Mais leve, mas com o seu “quê” de interessante, The Fosters é o drama teenager familiar que vem mostrar (em extending version) os novos conceitos de família, bem ao género de Modern Family. Deixando a comédia de lado, os fãs da série de sucesso da ABC encontram aqui uma versão feminina do Cam e Mitchel. Stef e Lena são as mães de uma família multicultural composta por várias crianças adotadas. E se este novo conceito pelo nosso país ainda pode causar algum escândalo, The Fosters é a série ideal para “quebrar” preconceitos.

O plot gira em torno de Callie Jacobs, uma jovem que se prepara para sair do reformatório sem perspetivas de futuro. Acolhida temporariamente pela família Foster-Adams acaba por finalmente encontrar um lar… Mas antes é preciso “salvar” o seu irmão mais novo, Jude, que se encontra à mercê de um pai adotivo violento.

“Romper clichés” da sociedade é o mote e há uma “pitada” importante neste “cozinhado” que não pode ser esquecido: Jude é um jovem de 14 anos que está à descoberta da sua sexualidade. Apaixonado pelo melhor amigo, Connor, esta relação é dos destaques da série e um “passo à frente” num tema frágil de tratar. Num dos episódios, Jude é confrontado com o facto de passar a ser visto como o “rapaz gay”, título que o irrita por estar farto de rótulos. Uma boa chamada de atenção, com uma história de vida nada fácil, numa altura em que os casos de bullying estão na “ordem” do dia.

Para quem nasceu na geração “Morangos com Açúcar” vai sentir o regresso à infância com os dramas de Brandon, o filho mais velho, as trapalhadas de Callie e os disparates, e irresponsabilidades, dos gémeos Jesus e Mariana. Dos “pratos pesados” da ABC até à “comida light” da ABC Family, este promete ser um verão de “engorda” na minha lista de séries. Com mais duas séries, em Setembro lá se vai a boa forma…

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