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Os Guilty Pleasures

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Ora olá de novo caro/a leitor/a!! Estamos no mês do regresso da Primavera e pode ser que com ela as chuvas e o frio terminem, ou pelo menos abrandem…Não é que me tenham afectado, até porque neste momento escrevo esta crónica num país que é conhecido pelo calor. Não, não é a Islândia, mas esteve lá perto caro/a leitor/a! É mais, Emirados Árabes Unidos. Bom, agora que já lhe dei as boas-vindas, seguimos para o que o traz ao meu cantinho no Ideias e Opiniões. Este mês trago-lhe um tema que, embora seja um pouco pessoal, também lhe pode dizer alguma coisa.

Já lhe aconteceu, por acaso, gostar de uma música de um artista com o qual não pode nem um bocadinho? Ou gostar daquela música que toda a gente diz que é horrível? Ou até mesmo gostar de uma música daquela banda, ou artista que não são propriamente conotados com boa música? Com certeza que já deve ter acontecido, quanto mais não seja uma vez.. Vá confesse lá caro/a leitor/a! Aqui no Ideias e Opiniões não julgamos ninguém, a não ser o Cavaco, mas até o antigo Presidente da República já saiu de funções, por isso…

A este “fenómeno” da música dá-se o nome de guilty pleasures. É aquele sentimento de gostar de algo que não era suposto gostarmos. Porém, há muita gente que defende que isto não existe, ou não deveria existir, como é o caso do frontman dos Foo Fighters, Dave Grohl. Ele afirma que “não acredito nisso dos guilty pleasures. Se gostas de alguma coisa, simplesmente gostas. É isso que está mal com a nossa geração, aquela culpa residual do punk rock, do tipo ‘não é suposto gostares disso. Isso não é fixe’… Isso dos guilty pleasures é tudo uma grande treta”.

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De facto, o antigo baterista dos Nirvana tem alguma razão…porque devemos nós sentir-nos culpados por gostar duma música ou de um artista? Porém, a verdade é que a nossa sociedade faz-nos sentir mal se gostarmos de uma música, que não é suposto. Por exemplo, a música “Sorry” de Justin Bieber, não pára de dar nas rádios, nos centros comerciais e nas lojas, mas ai de quem se atrever a dizer que a música está gira, ou que fica no ouvido e é bastante boa para dançar. Mas a verdade é que está! Eu gosto bastante da música do Bieber e é de facto um guilty pleasure, não que os meus amigos me julguem, mas porque não estou habituado a gostar de um trabalho do cantor canadiano, dado que desde o “Baby” que não consigo levá-lo a sério. Contudo, tenho que admitir e dar o braço a torcer, este novo álbum de Justin Bieber está muito bom!

Mas vamos ser sinceros e honestos, quem não gosta de uma músiquinha menos popular ou que a sociedade não considera boa de ouvir? Por exemplo, um dos meu maiores guilty pleasures é sem dúvida, o “Toxic” de Britney Spears. Não sei bem porquê, mas a verdade é que o refrão sempre me ficou na cabeça e nem é, a meu ver, das melhores músicas da Britney. Mas continuando neste registo de falar de músicas que nem me dizem muito, mas que são uns guilty pleasures e mantendo-me nas moças com boa voz, o início e o refrão da “Hollaback Girl” da Gwen Stefani ficam-me na cabeça com uma facilidade enorme, alguém que diga ao meu cérebro que gostar disto não é grande coisa, a sério… Mas pior ainda são aqueles guilty pleasures, que o que nos fica na cabeça é apenas um pouco do refrão. Acredite caro/a leitor/a, que andei muito tempo à procura desta música dos The Hives e o pior é que a música não é nada de jeito, os fãs de The Hives que me perdoem.

De facto, tenho de ser sincero, dado que foi graças às músicas de Justin Bieber que me lembrei de fazer esta crónica. Isto porque para além da música “Sorry”, como já referi, ser contagiante, existem ainda outras músicas que são grandes guilty pleasures. Estou a falar claro está do “Where R U Now” em que o jovem canadiano colabora com Skrillex, Diplo e com o Jack U, da “Love Yourself” que por acaso me foi dada a conhecer através de uma paródia do comediante algarvio Môce dum Cabréste aka Dário Guerreiro, bastante boa por sinal, dado que não consigo parar de cantar o “Melhor Que Enfardar”, bem como, da “What Do You Mean”, que tal como algumas das restantes comecei a gostar porque ouvi num talk-show chamado Late Late Show with James Corden numas actuações particulares, que não vou spoilar, por isso, como tal, deixo aqui a lista de actuações especiais.

Certo é que há muitas músicas boas por aí, que podem ou não ser considerados guilty pleasures. Afinal a atribuição deste estatuto varia de pessoa para pessoa, porém, um dos meus maiores guilty pleasures na música nacional é esta música. Sim caro/a leitor/a, eu aqui me confesso que gosto bastante desta música do célebre Marco Paulo, é que não dá para não gostar, experimente ouvir sem qualquer preconceito a música e vai ver como começa a abanar o corpo e aposto que solta, no minímo, uma grande gargalhada. E já que entrei pela música portuguesa, por aqui vamos ficar mais um pouco. Quem não se lembra do grande êxito dos Mata Ratos, que puseram todas as sogras irritadas, por esse Portugal fora graças à “A Minha Sogra é um Boi”? Como é óbvio esta música é um guilty pleasure muito grande, mas apenas porque é uma música “insultuosa”, como tal, não fica bem gostar dela.

Outra música com um pouco de comédia envolvida nela é a “Drogado” dos Irmãos Catita, simplesmente maravilhosa. A letra, então, é um mimo, não acha caro/a leitor/a? Depois há também outras músicas das quais eu não me sinto nada culpado por gostar, mas dado que foi referido por uns amigos meus, quando lhes pedi ajuda para sugestões de músicas para este tema, sinto-me na obrigação de incluir a música “Festa”, também conhecida por fazer propaganda a uma famosa bebida alcoólica. Bem que também podia ter sido incluída na crónica dos One Hit Wonders, mas é agora nesta, não passa nada. A outra é “Não Sabe Nadar” dos Black Company, uma música dos primórdios do Hip Hop tuga. E já que estamos nas músicas portuguesas menciono também o “Atira-te ao Mar” e “Oh Mãe”.

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Agora que já percorremos alguns dos guilty pleasures portugueses, voltamos aos mais pessoais e isto porque eu queria mencionar aquele que é, provavelmente, um dos meus favoritos. Estou claro a referir-me à música “Africa” dos Toto. E isto em parte deve-se à série “Scrubs”, dado esta série ser uma das minhas favoritas e haver uma cena em que passa a música, foi aliás assim, que eu conheci a música pela primeira vez. Posso ainda referir outras músicas como “A Thousand Miles”, como eu adoro aquele piano, ou até mesmo, o hino da internet, “Never Gonna Give You Up” de Rick Astley, ou até mesmo a lendária música dos Aqua, “Barbie Girl”. Há tempo ainda para referir os Backstreet Boys com o “I Want It that Way” e também “Everybody”.

Mas não pense caro/a leitor/a que é só, afinal ainda tenho que mencionar outros guilty pleasures, como algumas músicas da maior banda pop de sempre…estou a falar obviamente dos ABBA. Sim há quem considere algumas músicas desta banda emblemática guilty pleasures, contudo, eu não sou um deles. Não tenho qualquer sentimento de culpa, quando ouço alguma música dos suecos. Mas há quem considere músicas como o “Dancing Queen”, “Mamma Mia!”, entre outras, como guilty pleasures. Porém, não me fico por aqui. Falta-me referir músicas como “More Than Words” dos Extreme, ou a “A Thousand Years” da Cristina Perry, mas também outras músicas, como o “What is Love” do Haddaway, “Rythm of the Night” dos Corona, também a música “Saturday Night” da cantora dinamarquesa Whigfield e a música “I Want to Know What Love Is” dos Foreigner, são canções que fazem parte das várias listas que consultei antes de iniciar esta crónica, claro que incluíam muitas mais, mas seleccionei estas como aquelas mais marcantes.

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Volto-me agora para a música portuguesa, novamente, para referir algumas músicas que não foram mencionadas anteriormente, mas que merecem o rótulo, por assim dizer, de guilty pleasures.

Existem várias músicas e portuguesas que podem ser identificadas com esta categorização, porém a música portuguesa é, a meu ver, tão rica nestas músicas como as estrangeiras. Por exemplo, temos uma excelente música que é um guilty pleasure para mim que é a “Vira Vira” dos Mamonas Assassinas. E sim eu sei que é uma banda brasileira, mas não deixa de ser cantada em português, certo? Eu sabia que ia concordar! Mas em português de Portugal também temos as nossas boas músicas guilty pleasures, se bem que o gosto é discutível, não é verdade? O que é que o/a caro/a leitor/a acha da música “Estou na Lua” dos Lunáticos? E da “Eu Gosto é do Verão” dos Fúria do Açúcar? Ou até mesmo de “Zumba na Caneca” da lendária Tonicha e do “Estupidamente Apaixonado” do Toy?

Fecho esta crónica com uma música que eu gosto bastante e que considero ser guilty pleasure para muita gente, mas não para mim. Refiro-me à música “What’s Up” das 4 Non Blondes, música esta que já foi “parodiada” por Vasco Palmeirim da Rádio Comercial.

Sugestão do Mês

Neste mês, caro/a leitor/a permita-me que deixe fluir as emoções. É que eu, embora sendo fã de Adele, não conseguia quando ouvia a minha irmã a cantar a música que lhe deixo na sugestão de Março, mas não era porque ela cantasse mal, muito pelo contrário, a minha irmã canta melhor que muitas artistas mundialmente conhecidas por aí. Nem sei bem o motivo que me levava a embirrar com esse momento, mas a verdade é que passado mês e meio que não estou ao pé dela, dado que me encontro a trabalhar fora do país, sinto falta de a ouvir cantar “When We Were Young”.

E não se trata apenas da saudade que sinto dela, da minha família ou dos meus amigos, que claro tem a sua quota parte no motivo pela qual passei a gostar da música e de querer ouvir a minha irmã a cantar, mas também pelo facto de tomar atenção à letra  e prestar atenção ao nome da canção. Tenho saudades tuas mana!! Vejo-te em Agosto ou quem sabe mais cedo  😉

Até para o mês que vem!

E já sabe, até lá, cante e dance, ao som das suas músicas preferidas.

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