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Os 10 Melhores Álbuns Nacionais e Internacionais de 2014

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Bem vindos ao meu primeiro artigo no Magazine Mais Opinião. O meu nome é Vasco Wilton e sou o novo co-proprietário deste palco. Antes de irmos ao meu artigo quero, desde já, dar os parabéns a Carlos do Carmo que no mês passado foi receber o Grammy e também ao Cante Alentejano que foi reconhecido como Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. São motivos de orgulho para todos os portugueses! Vamos então ao que nos traz aqui este mês.

Quer oferecer um disco este Natal, mas não sabe qual? Precisa de ajuda para saber que álbuns foram os melhores neste ano que agora acaba? Pois bem, o Magazine Mais Opinião ajuda-o(a) Nesta primeira crónica trago algo comum nesta altura do ano: são os tops do ano. Sei que as escolhas são sempre complicadas de se fazer e até polémicas, porque se tratam de gostos pessoais, contudo tento fazer aqui um apanhado de vários gostos. Espero que gostem e desfrutem desta tournée.

Nota importante antes de começar a ler este ranking, os discos nomeados estão por ordem aleatória.

 

Dirty Little Brother – The Black Mamba

dirty little brother

Foi com este disco que os Black Mamba conseguiram chegar aos grandes palcos como foi o caso do NOS Alive deste ano. Eu estive lá e fiquei surpreendido pois não conhecia a banda e eles deram um concerto grandioso, mesmo com as distrações que a organização programou durante a performance da banda liderada por Pedro Tatanka. A destacar neste álbum o dueto com Áurea, na música Wonder Why.

Corrente – Clã

Corrente Clã

Não podia fazer um top 10 sem incluir a melhor voz feminina portuguesa no meu entender. Manuela Azevedo volta a dar-nos o prazer de escutar a sua bela voz com o novo disco dos Clã. Um álbum em que a energia habitual da banda volta a estar presente, bem como as habituais baladas com letras românticas, mas também algumas satíricas.

Crónicas da Cidade Grande – Miguel Araújo

Cronicas da Cidade Grande

Bom, Miguel Araújo parece destinado a grandes feitos. No seu primeiro álbum tinha feito coisas muito boas e neste… Faz mais ainda. A faixa Dona Laura é simplesmente maravilhosa e faz-nos regressar à infância e, ainda, a Balada Astral, que é magnífica e esplêndida para todos os casais apaixonados.

Rua da Emenda – António Zambujo

Rua da Emenda Zambujo

Este é o 6º álbum de Zambujo, um disco que conta com letras com bom humor como já é hábito. É um disco diferente, com arranjos fora do comum, tem um gostinho de Bossa Nova, mas não deixa de parte a guitarra portuguesa, não perdendo a identidade de António Zambujo. Desta vez canta também em francês e em espanhol.

Buraka – Buraka Som Sistema

Buraka Album

Se o álbum anterior tinha sido um sucesso, este não lhe fica atrás. Os Buraka lançaram um disco para pôr todos a dançar ao som das suas músicas, sendo que foi isso mesmo que alcançaram, principalmente com um grande concerto no NOS Alive. Não abandonam, nunca, as suas origens e conseguem conquistar o público com novas músicas como é o caso de Stoopid e Carnaval.

True – The Legendary Tigerman

True Legendary Tigerman

Paulo Furtado, aka, Legendary Tigerman, continua a fazer muito boa música, aliás, a qualidade de True é indiscutível. Com uma mistura de Blues e de Rock à antiga, as músicas de Tigerman são bastante dançáveis e os acordes das guitarras, utilizadas para a elaboração do disco, transportam-nos para outro local e para outra época, talvez para os EUA nos anos 50. Destaco Dance Craze e Wild Beast como as minhas músicas favoritas neste álbum.

Sente – HMB

Sente HMB

A sonoridade dos HMB é realmente cativante. Este é mais um álbum em que fica provado que os HMB transbordam qualidade, têm músicas que nos fazem bater o pezinho, com letras bastante simples e que ficam no ouvido. Destaco a música Feeling e a Sorri para Mim, que são as minhas preferidas deste disco.

Do Princípio – Tiago Bettencourt

Do Principio_Tiago Bettencourt

Tiago Bettencourt regressa aos discos com músicas com letras poderosas como é o caso de Aquilo Que Eu Não Fiz, mas também conta com músicas animadas e melódicas a que a voz de Bettencourt assenta que nem uma luva como por exemplo Morena e Maria. Conta com uma participação especial de Mário Laginha. É um álbum globalmente bom, com músicas cativantes de Tiago Bettencourt que volta em grande com este Do Princípio.

Sonhador – Expensive Soul

Expensive Soul Sonhador

Já tínhamos saudades que os rapazes de Leça da Palmeira voltassem a fazer música. E regressaram em grande! Este novo disco não foge muito à identidade da banda mas, mantém a qualidade a que nos habituaram. Contém músicas com um estilo mais eletrónico e outras no estilo habitual. A voz de Nex Max dá aquele gostinho que soa bem em qualquer altura da música. É um álbum com ritmos diferentes mas com a marca Expensive Soul bem presente.

A Bunch of Meninos – Dead Combo

Dead Combo A Buch of Meninos

Mais um disco fantástico dos Dead Combo! Este novo trabalho conta com saxofone, tambores e tem faixas que parecem saídas de um autêntico álbum de grandes nomes do rock, mas paralelamente tem também outras que são como se fosse um instrumental de músicas de fado. Um disco que, embora apenas instrumental, engloba certas músicas cujos acordes soam a vocais.

Embora este ranking só possa ter 10 álbuns, gostaria de destacar mais 3 que são Canto de Carminho, Sereia Louca de Capicua e o disco homónimo dos Diabo na Cruz. Estes três são tão bons com os outros, contudo só poderia destacar 10, mas não deixe de os ouvir.

Depois dos melhores do ano a nível nacional, passemos então para os internacionais:

Turn Blue – Black Keys

Turn Blue Blak Keys

Mais um álbum de grande qualidade dos Black Keys, neste que é o seu oitavo álbum. Estes senhores fazem discos como quem faz o jantar: é o quotidiano de Dan Auerbach e de Patrick Carney e o som fabuloso que sai quando estes dois começam a fazer música é mágico. É daquelas bandas que quanto maior duração tenham os seus discos, melhor. Tenho que destacar obviamente a música Fever que é, provavelmente, a mais famosa do álbum.

Sonic Highways – Foo Fighters

Sonic Highways

Mesmo com uma ideia inovadora por parte da banda, conseguem ter um disco grandioso ao nível do que já nos têm habituado. O Rock está muito bem entregue nas mãos destes senhores e bastante destacado no álbum. Com uma boa dose de baixo e do rock habitual da banda norte-americana. Este disco tem um pouco da história de todas as cidades visitadas nas suas letras. As minhas escolhas de destaque caiem sobre a Congregation e a Something From Nothing.

Multiply – Ed Sheeran

Ed Sheeran Multiply

Várias músicas que ficam no ouvido e outras para dançar, neste álbum que está muito bem conseguido com esse equilíbrio. É um disco com várias músicas mais comerciais, mas não deixam de ser, por isso, boas. Claro que tenho de destacar a faixa Sing, que nos faz a todos bater o pezinho, e a balada romântica do momento Thinking Out Loud.

Songs of Innocence – U2

Songs of Innocence U2

Provavelmente o álbum mais falado do ano, infelizmente não pelas melhores razões, devido à polémica do iTunes. Mas vamos ao que interessa, este é um disco em que todos os instrumentos estão bem conjugados e com a voz de Bono a fazer a ligação entre todas as melodias. Está muito bom globalmente, e só demonstra que devia ter sido mais falado sobre a qualidade do mesmo e menos sobre a polémica. Destaco a faixa The Miracle (of Joey Ramone).

GIRL – Pharrell Williams

GIRL Pharrell Williams

Um disco claramente para dançar sem parar, Pharrell esmerou-se. Um álbum com bastante qualidade, sobretudo, para que as pessoas não se foquem apenas no êxito da faixa Happy. É um daqueles discos que nos faz ficar mais eléctricos, depois da energia que transmite aos ouvintes. E com participações especiais de Justin Timberlake e Alicia Keys.

Built On Glass – Chet Faker

Chet Faker Built on Glass

Quem não conhece Chet Faker achará estranho a presença do álbum do australiano neste ranking. Contudo, quem conhece sabe que é um grande artista e que faz música brilhante. Apesar de não ser muito comercial, este disco contém músicas de vertente mais eletrónica, mas com imenso potencial. É um álbum que conta com instrumentos não muito utilizados nos dias de hoje como é o Saxofone. A faixa 1989 destaca-se claramente devido ao ritmo contagiante.

Strut – Lenny Kravitz

Strut Lenny_Kravitz

A mais recente confirmação para o Marés Vivas de 2015, também confirmou a sua presença no top do Magazine +Opinião. Lenny voltou com a sua energia e a sua sonoridade características, o rock corre-lhe nas veias e passa para as guitarras, como se pode constatar neste álbum. Um disco que tem um bom equilíbrio entre as músicas mais viradas para o rock e outras mais badaladas como é o caso de The Pleasure and the Pain entre outras. Destaco The Chamber como a minha preferida neste álbum.

This is All Yours – Alt-J

Alt-J This is all yours

Os britânicos Alt-J, que vão estar no NOS Alive de 2015, voltaram aos discos este ano, com este This is All Yours. Este álbum mantém a marca da banda, contudo explora novos sons graças a utilização de eletrónica, mas também de outro tipo de instrumentos como o xilofone e a flauta. No geral, os Alt-J mostram uma nova faceta devido à nova sonoridade. Gostaria de destacar Left Hand Free e Choice Kingdom.

Le Petite Mort – James

James La Petite Mort

Os James sempre tiveram um som próprio e este álbum não é excepção. A banda britânica, volta com músicas muito apelativas e para quem pensa que este trabalho se resume ao Moving On, desengane-se, é bem mais que isso. Tem até momentos mais eletrónicos neste álbum. A minha favorita é claramente a All in my Mind. O piano abrilhanta sem dúvida as músicas do disco. O fim do disco é claramente uma cereja em cima do bolo.

The Hunting Party – Linkin Park

Linkin Park The Hunting Party

Os Linkin Park regressaram às origens neste álbum, que é o primeiro disco desde o Meteora com sons mais agressivos. Este sexto disco dos norte-americanos conta com participações especiais de Rakim, Tom Morello e Daron Malakian. Destaco as músicas Final Masquerade, Guilty All the Same e Wastelands.

Tal como nos discos portugueses o ranking apenas permite o destaque de dez álbuns, mas não poderia de deixar de distinguir o Ultaviolence de Lana Del Rey, o disco homónimo de St. Vicent e Our Love de Caribou. Não deixe de ouvir estes álbuns pois valem a pena.

Antes de acabar, quero apenas explicar que o artigo não desprestigia nenhum álbum ou música que tenha sido lançada este ano, muito pelo contrário, como queremos que toda a boa música esteja representada, desafio o leitor a fazer o seu top 10 para que todos os músicos tenham o direito de poder figurar nos templos da música de 2014.

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