Televisão

Máquinas e E.T’s – The Whispers e Humans

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Longe do sol e da praia, este verão tem ficado marcado pelas recentes descobertas da NASA. De Plutão ao nosso planeta Terra, tem sido um verão agitado no universo “intergaláctico”. As várias estações de televisão norte-americanas não ficaram “alheias” a isto e seguindo a tendência lançada pelos sucessos Interstellar e Gravity lançaram várias sinopses que questionam o que está “para além” de nós.

Antes de irmos às invenções tecnológicas, comecemos pela pergunta que muitos de nós já fizeram: “Há vida noutros planetas?” A ABC responde a esta questão com The Whispers, uma série que junta no mesmo episódio: drama, ficção científica e um leve toque de terror bem ao género de Lily Rabe, a protagonista da série que a estação “roubou” temporariamente a American Horror Story.

O pilot é sem dúvida o melhor episódio de uma temporada bastante consistente. Uma jovem, a mando de um “amigo imaginário”, leva a mãe até a uma casa-de-árvore e faz com que esta caia e quase perca a vida na tentativa de vencer o “jogo” de Drill. Este “amigo imaginário” comunica através da eletricidade e apenas é ouvido por crianças aproveitando-se delas para conseguir os seus objetivos. A ingenuidade dos “mais novos” é, de resto, o truque de Drill que convence os filhos de um conjunto de pessoas influentes a participar num “jogo” no qual ele é quem dita as regras. Ao longo da season apercebemo-nos que Drill é um ser de outro planeta que quer apenas salvar a sua família.

A sinopse capta a atenção dos fãs do género e sem dúvida que levanta algumas questões para os amantes da psicologia infantil. Factos esses que fazem esquecer uma má química dos protagonistas: Rabe e Barry Sloane (conhecido dos fãs da “recém-cancelada” Revenge) numa história vazia perante todo o enredo.

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Noutra perspetiva, mas focando também os “limites” da humanidade, a AMC lançou um novo projeto que se tornou num hit desta summer season: Humans. Num futuro não muito distante da atualidade um conjunto de robôs, conhecidos com Synth, são criados para cuidarem das funções secundárias dos humanos. Contudo levanta-se uma questão: qual é o papel dos humanos quando as máquinas conseguem fazer tudo? Uma questão de partida bem atual tendo em conta as recentes mudanças do mercado de trabalho.

Para os cinéfilos aconselho verem o filme Ex Machina antes de avançarem para esta série. Na verdade e se seguirmos este caminho podemos criar um paralelo interessante entre as duas obras. Na verdade os synth parecem ser o resultado trabalhado das experiências com Ava, a personagem de Alicia Vikander no filme de Alex Garland. Em Humans é Anita o ponto da discórdia. Ela, um synth que faz parte de um lote especial destas máquinas, tem consciência. Depois de ser capturada pelos vendedores e reposta no mercado, a família Hawkins compra-a mas em vez de ser uma solução acaba por se tornar num problema e gerar a confusão entre todos os elementos da família.

Dar consciência e emoções às máquinas já deu origem a inúmeros trabalhos cinematográficos mas parece que, à semelhança dos vampiros, esta é uma moda sem fim à vista. Resta-nos esperar pela segunda temporada de Humans para entendermos o que vai realmente na cabeça de Anita. Será que ela tem consciência ou está tudo pré-programado? “Não percam o próximo episódio porque nós também não!”.

Estas foram as últimas sugestões para o verão antes de um Setembro cheio de estreias e novidades que prometem destronar Empire, Game of Thrones e Outlander do top de séries mais vistas.

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