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Hello, My Name is Doris – O Clichê do Amor

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Já todos conhecemos a história da rapariga idealista e sonhadora, que vive um suposto amor impossível por um jovem bonito e bem-sucedido. Ok, clichês à parte, Michael Showalter lançou este ano uma nova longa-metragem que vem “apimentar” um pouco mais a história em que a miúda dá lugar a uma mulher de 60 anos chamada Doris, que ainda sonha com o seu príncipe encantado.

Hello, My name is Doris leva-nos ao mundo de uma sexagenária que acabou de perder a mãe e que vive com um síndrome que a “obriga” a guardar todos os objectos transformando a sua casa numa arrecadação à espera do dia em que as coisas que juntou serão necessárias.

Até aqui tudo normal, mas tudo muda quando conhece o novo colega de trabalho e a vê a sua vida virada do avesso. A paixão repentina por este homem de 30 e poucos anos leva-a a redescobrir o mundo fazendo-a voltar atrás no tempo na tentativa de despertar interesse em John.

Esta comédia sobrevive pelo tom que Sally Field dá à obstinada Doris, na inocência de uma mulher que vive a sua adolescência retardada, por ter dispensado o seu tempo a cuidar da mãe. A loucura faz com que sintamos especial apresso por Doris e leva-nos mesmo a entender o carinho que John tem pela senhora.

O filme está longe de ser uma das melhores comédias já feitas, mas vale a pena ser visto sobretudo numa altura em que os focos estão apontados para a sexualidade na velhice e para o conflito de gerações, numa sociedade cada vez mais tecnológica.

É apenas mais uma forma de amar representada no grande ecrã, mas que nos mostra que nunca é tarde para nada inclusive para se ser jovem… Afinal, temos de dar razão ao Peter Pan: nem sempre é bom crescer.

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