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Flappy Bird, um culto de curta duração

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Em Fevereiro poucas pessoas devem ter ficado indiferentes à ascensão e queda do jogo para a plataforma Android – Flappy Bird.

É daqueles cultos que não tem explicação.  O jogador tem de manter um pássaro, um pouco trapalhão, em voo, enquanto tenta passar entre canos, em que a sua abertura pode estar em diferentes alturas.

flappy

Não é tampouco um jogo simples de jogar, e na verdade acaba por causar mais stress esbarrar de forma quase continua contra os canos, do que propriamente a descompressão que um jogo desta simplicidade deveria causar. Logicamente não é um sentimento partilhado por todos, uma vez que entre os mais jovens, há verdadeiros recordes.

Foi também entre os mais novos, que Flappy Bird se tornou popular, e mesmo de culto, tornando-se um verdadeiro hit de downloads da Play Store (aplicação da Google, para download de aplicações da plataforma Android), onde o Flappy Bird, conseguiu mais de 50 milhões de downloads.


Tão depressa Flappy Bird ascendeu, quanto acabou.

Nguyen Ha DongO autor de Flappy Bird, Nguyen Ha Dong, é um jovem Vietnamita de 29 anos. Afirma ter gasto apenas algumas noites para criar o Flappy Bird, mas a verdade é que o jogo lhe rendia cerca de 50 mil dólares por dia, cerca de 36 mil euros, um feito invejável, até pelas principais produtoras que têm centenas de programadores na folha de salários, para tentar criar um hit semelhante.

Enquanto o jogo crescia de forma alucinante, ninguém estava à espera que Dong apagasse o jogo. Entre muitas teorias, contos e ditos, o produtor afirma que “não aguenta mais”, “não aguenta a fama”, e pede aos media, e aos fãs que lhe colocavam questões no Twitter, “que não lhe arruínem a vida simples”.  Em última instância, Dong afirma ter apagado o Flappy Birds “por ser um jogo muito viciante”.

Este anuncio, e remoção, tornaram-se ainda mais mediáticos, porque poucos dias antes Dong tinha anunciado que ia desenvolver a aplicação para os telemóveis com o sistema operativo da Microsoft.

Se já viu o jogo, ou até pelas imagens deste artigo, e se viveu na década de 80 ou 90, não lhe terá passado despercebido uma semelhança…
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supermarioOs tubos por onde passa o Flappy Bird são em tudo semelhantes aos do nosso amigo canalizador, Super Mário.
O produtor de Flappy Birds nega a semelhança, e afirma que a decisão de apagar a aplicação “nada teve a ver com efeitos legais”, no entanto há rumores de que a Nintendo (produtora responsável pelo Super Mário), teria enviado uma carta ao jovem Vietnamita. No entanto a Nintendo, nega qualquer intenção de avançar para um processo legal.

O fim da aplicação aguça o engenho.

Se Flappy Birds já era de culto, quando era acessível a toda a gente, o facto de ter sido apagado tornou-o ainda mais apetecível. E chegando a atingir extremos, extremos ao ponto de telemóveis, ou tablets estarem a ser vendidos por 500 vezes mais o seu valor, apenas por ter o Flappy Birds instalado.

Este fenómeno disseminou-se de tal forma que levou o Ebayfamoso site de compra e vendas de artigos, a banir anúncios do género. E não, Portugal não ficou indiferente, e é ainda possível (à data de hoje), encontrar alguns anúncios no Olx, com produtos sobrevalorizados, apenas por terem instalado o jogo.

Se pensou ir à caça destes artigos recorde-se que irá adquirir um dispositivo com os dados de outra pessoa, e para o limpar completamente (hard reset)terá de apagar tudo, inclusive o Flappy Birds.

Com esta febre todas as produtoras apressaram-se a apresentar alternativas, e é possível encontrar na Play Store, Flappy – tudo e mais alguma coisa, de abelhas a aviões, passando por pinguins. Claro que nenhuma destas aplicações conseguiu um sucesso parecido com o Flappy Birds, mas lá diz o ditado “O fruto proibido é o mais apetecido”.

Crónica de Filipe Vilarinho

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