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Drácula de Bram Stoker

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Este romance escrito em 1897 inova o mundo das criaturas mágicas e perdura até aos dias de hoje: Os Vampiros.

Bram Stoker em Drácula oferece-nos a primeira história de amor mais invulgar do século XIX.

Baseado na história da Guerra Santa em que Príncipe Vlad Tepes, O Empalador, combateu o autor cria o pai dos vampiros (e não, este não brilha ao sol), Drácula.

Stoker dá vida a uma criatura que todos temem e mostra que esta também pode, sabe amar e como todos nós, meros humanos, ama como sabe.

Mostrando assim o lado mais humano deste monstro, faz-nos sentir empatia por algo que normalmente repudiaríamos, devido à fealdade dos seus actos animalescos, que no fundo reflectem a sua maneira de amar.

Ainda assim o autor não se limita a escrever uma história de amor entre um monstro e uma humana. Stoker mostra uma preocupação com a epidemia da altura (a sífilis), escreve-a e descreve-a de uma maneira quase disfarçada.

Numa era de avanço tecnológico em Inglaterra e em que se começou a lutar pela emancipação das mulheres, Bram Stoker cria uma heroína, uma mulher independente, sabe utilizar a máquina de escrever, tem uma profissão, mais importante, não é uma mulher que fica sentada em casa a chorar a ausência e sofrimento do marido.

Esta obra abraça-nos para não nos largar, abre-nos os olhos para a humanidade que existe em todas as criaturas, tem um ritmo excelente e muito silenciosamente, prende-nos desde o início e eu sou testemunha, como se os poderes de Drácula me fizessem viciar nesta obra, nunca a paro de ler.

Artigo de Joana Felizardo Valente

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