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Bandas Sonoras – As Músicas dos Filmes

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Olá outra vez caro/a leitor/a. Espero que tenha tido um bom mês de Setembro, onde algumas pessoas ainda aproveitaram para fazer as últimas férias de Verão, antes desta estação ser substituída pelo Outono, que chegou ainda no mês passado. Este mês, para além das Eleições Legislativas do passado dia 4, há também, como não poderia deixar de ser, mais uma crónica musical do Ideias! “E o que falas tu este mês?”, perguntam os/as caros/as leitores/as. Como podem já ter reparado pelo título falo-vos de bandas sonoras de filmes (Só Canções). Mais concretamente de músicas, que pode ou não lembrar-se, e que fizeram parte das bandas sonoras de determinado filme. Espero que o/a caro leitor/a desfrute desta viagem no tempo por filmes, mais ou menos emblemáticos, mas cujas músicas ficaram marcadas na nossa mente! Ah e não se esqueça de ouvir a sugestão do mês, que é muito inovadora!

Começo por dar o mérito à música que me fez lembrar deste tema, “Writings on the Walls”, cantado por Sam Smith e que é a theme song do mais recente filme do maior super-espião do Mundo, o 007, com o filme Spectre. É caso para dizer: “My name is Bond, James Bond”! E já que estamos no universo Bond, porque não referir o filme Goldeneye e a excelente interpretação de Tina Turner da música homónima? O/A caro/a leitor/a ouça a música e diga-me lá se não é das melhores músicas, que já fez parte de uma banda sonora dos filmes de James Bond! Já para não falar, que o filme também é dos melhores desta saga.

Quem também deu espetáculo com uma música do universo Bond foi Shirley Bassey com Goldfinger, sobretudo pela excelente orquestra que tem consigo e pela voz poderosíssima que tem, mas também com o Diamonds are Fovever, música que é também o nome do filme. Mas também é importante referir filmes mais recentes, como o Skyfall, cantado por Adele, que chegou inclusivamente a vencer um Óscar. É das minhas músicas de filmes do James Bond favoritas, sobretudo devido à teatralidade que a voz de Adele dá à música. Mas não posso deixar de referir Live and Let Die cantado por Paul McCartney e Wings, que conta com o registo habitual do Beatle.

bond

Noutro registo completamente diferente estão os Bee Gees, que entram na banda sonora do filme Saturday Night Fever/Febre de Sábado à Noite e nos presenteiam com êxitos magníficos como “Night Fever” ou a sempre emblemática “Stayin’ Alive”, ou ainda “You Should Be Dancing” ou o “How Deep is Your Love“.  É practicamente impossível falar dos Bee Gees sem os ligar a este filme, e claro sem aos agudos estridentes de Maurice, Barry e Robin Gibb. E continuando no Disco não podemos descurar também banda sonoras de filmes como Grease/Brilhantina com músicas como “Greased Lightnin’”, “Summer Nights”, “You’re the One that I Want” em que John Travolta, que também participou em Saturday Night Fever, e Olivia Newton John mostraram os seus dotes vocais e enquanto dançarinos.

No entanto vou começar a enumerar as músicas e respectivos filmes por décadas para ser mais fácil para o/a caro/a leitor/a acompanhar. Junto inicialmente duas músicas de duas décadas distintas, a de 30 e de 40. Na década de 30, Judy Garland popularizava no The Wizard of Oz/Feiticeiro de Oz, a música “Over the Rainbow” é ainda hoje cantada por muita gente quando vê um arco-íris. E o/a caro/a leitor/a lembra-se do filme em que um dos protagonistas imortalizou a frase “We will always have Paris”? Não? E seu eu lhe disser que é o Casablanca? Vê como se lembrava? Pois neste filme, houve uma música que se destacou, e que embora possa não ser tão conhecida como outras, é igualmente deliciosa, quanto mais não seja pelo piano que acompanha Dooley Wilson na música “As Time Goes By”.

Na década de 50, houve vários filmes e músicas emblemáticas, que ainda hoje são clássicos. No ano de 1952, Gene Kelly mostrava-se muito feliz por haver temporais na música que dá nome ao filme, Singin’ in the Rain/Serenata à Chuva. Pergunto-me se terá apanhado alguma constipação ou pneumonia ao fazer aquela cena! Ainda na década de 50, Marilyn Monroe encantava e, não era só pela sua beleza, mas também pela sua bonita voz ao cantar “Diamonds Are a Girl’s Best Friend”, no filme Gentleman Prefer Blondes/Os Homens Preferem as Loiras. Quem também encantou na década de 50 foi o Rei do Rock! Sim, Elvis Presley entrou em vários filmes, como é sabido, mas foi provavelmente em Jailhouse Rock/O Prisioneiro do Rock and Roll que se destacou, até por ter cantado a música que dá nome ao filme. A coreografia desta música mostra bem o porquê de Elvis ser, ainda hoje, considerado o Rei do Rock. Na mesma década encontramos ainda a música de Bill Haley, no Blackboard Jungle/Sementes de Violência. E qual era essa música pergunta o/a caro/a leitor/a? Ora bem, a música chama-se “Rock Around the Clock” e caso o/a caro/a leitor/a tenha filhos pequenos, esta é uma boa forma de lhe ensinar as horas em inglês.

Entremos agora na década de 60 onde se fez muito boa música, quer dentro, quer fora dos grandes ecrãs. Mas concentremo-nos nas que foram feitas dentro. Logo em ’61, Audrey Hepburn conquistou os corações, pela sua beleza, pela qualidade da sua representação, mas também porque tinha uma belíssima voz, como se pode comprovar através da música “Moon River”, do filme Breakfast at Tiffany’s/Boneca de Luxo. Uma curiosidade, que talvez até desconfie é o facto de o tom ter sido adaptado ao seu timbre, dado não ser uma cantora. Outra música em que Audrey encantou foi o “I Could Have Danced All Night” do filme My Fair Lady/Minha Linda Senhora, contudo não foi Audrey que cantou, foi sim Marni Nixon, tendo Hepburn feito o chamado playback.

cinema theme songs

Passemos para outra música bem conhecida de todos os apreciadores de bandas sonoras, que é “Born to Be Wild” dos Steppenwolf. Esta música faz parte da banda sonora do filme Easy Rider e é daqueles hinos ao rock que contagia tudo e todos. Outra música bem conhecida de todos é de um dos filmes que mais passa no Natal nas televisões portuguesas. Acha que sabe qual é? Dou-lhe uma pista: Julie Andrews… Se disse “Sound of Music” do filme Música no Coração, não podia estar mais certo/a! É que esta música, quase que ultrapassa o êxito do filme, onde dois grandes actores como Julie Andrews e Christopher Plummer contracenaram. Plummer também nos emociona quando canta “Eldelweiss” Outro grande êxito que fez parte da banda sonora de um filme foi “Mrs. Robinson” de Simon & Garfunkel. É verdade, um dos melhores duos da história da música teve uma música sua presente num filme! Esse filme foi o The Graduate/A Primeira Noite, de 1967, e a banda sonora foi vencedora de um Grammy, o que demonstra a sua qualidade. Ainda no filme The Sound of Music/Música no Coração, Julie Andrews encantou-nos com a sua voz graças a músicas como “Do Re Mi” e “My Favourite Things”. Para fechar esta década é importante referir Barbra Streisand com o seu “Don’t Rain on My Parade” do filme Funny Girl/Uma Rapariga Endiabrada.

Nos anos 70 refiro apenas músicas cantadas pela mesma artista, de seu nome Liza Minelli, mas em filmes diferentes. Começo por dar conta ao/à caro/a leitor/a que esta senhora cantou de forma magnífica a música New York, New York, que até teve direito à nomeação para um Globo de Ouro, no filme que tem o mesmo nome que a música. No ano de 1972, no filme Cabaret, Liza encantou com a sua interpretação, mas não foi só a actuar, foi também a cantar! “E que músicas foram essas”, pergunta o/a caro/a leitor? Pois foi “Mein Herr”, “Cabaret” e também “Money”.

Entramos já na década de 80, onde muitas e muito boas músicas foram feitas para as bandas sonoras dos filmes. Comecemos pelo filme Flash Gordon para o qual os Queen fizeram toda a banda sonora e onde a música que se destaca é a musica com o mesmo nome do filme. Outra boa música é a “Ghostbusters” do filme “Caça Fantasmas”. Confesso que é das minhas preferidas só mesmo pela parte do “Who you’re gonna call? Ghostbusters!!!”. Já o Flashdance conta com duas boas músicas cantadas por artistas diferentes. A mais famosa é a “Maniac” que já tive oportunidade de referir na crónica dos One Hit Wonders. Mas foi graças à música “What a Feeling” cantado por Irene Cara, que o filme em causa ganhou o Óscar, a meu ver merecido. Outro filme igualmente com duas músicas a destacar é Footloose, não só pela música que dá nome ao filme, mas também com “Holding Out for a Hero”. Mas foi graças a “Footloose”, cantado por Kenny Loggins que o filme conseguiu duas nomeações, uma para os Óscares e outra para os Globos de Ouro.

80s soundtracksVamos agora até a um filme com mais acção, Rocky III, também da década de 80, onde a música “Eye of the Tiger” faz um sucesso incrível! Nos anos 80 houve filmes que tiveram direito a músicas de Prince, esses filmes são Purple Rain/Viva a Música, cuja música de destaque tem o mesmo nome do filme e ganhou um Óscar. O outro filme é Under the Cherry Moon/Sob o Luar da Riviera, onde a música mais importante é claramente “Kiss”. Segue-se o meu destaque para músicas como “Don’t You Forget About Me” dos Simple Minds, no filme The Breakfast Club/O Clube ou Endless Love/Um Amor Infinito, música como o mesmo nome do filme cantado por Lionel Richie e Diana Ross e que foi nomeado para um Óscar. Quem não se ficou só pela nomeação foi Irene Cara, que com o seu êxito Fame/Fama venceu dois Óscares, bem merecidos. É importante ainda referir a música de Stevie Wonder “I Just Called to Say I Love You” do filme The Woman in Red/A Mulher de Vermelho e que ganhou um Óscar, também merecido, ou não fosse esta uma das melhores canções do músico. Também dos anos 80 são duas músicas de Joe Cocker, “You Can Leave Your Hat On”, do filme Nine and a Half Weeks/ 9 Semanas e Meia e “Up Where We Belong” do filme An Officer and a Gentleman/Oficial e Cavalheiro. Para finalizar esta década, destaco “The Time of My Life” também ela premiada com um Óscar, no filme Dirty Dancing/Dança Comigo.

Avancemos uma década, para os anos 90, onde houve filmes que marcaram gerações, tal como nos anos 80. Comecemos por uma música incontornável quando se fala de bandas sonoras que é “My Heart Will Go On”, do Titanic, embora não seja grande apreciador da música, reconheço a sua importância. Outra música marcante é a “I Will Always Love You”, do filme The Bodyguard/O Guarda-Costas, em que Whitney Houston mostra o seu vozeirão, mas que, incrivelmente, não foi nomeada para Óscar de Melhor Canção. Outros filmes não tão bons, mas com grandes bandas sonoras ou, pelo menos, com boas canções, são o Space Jam, onde “I Believe I Can Fly” se destaca. Mas também o filme Armageddon, tem uma excelente canção, “I Don’t Wanna Miss a Thing”, interpretada pelos Aerosmith. É daquelas canções onde a voz rouca de Steven Tyler faz maravilhas. E se eu falar no filme Batman Forever/Batman Para Sempre, será que o/a caro/a leitor/a consegue adivinhar a próxima música? Não? Eu dou uma pista: Seal…Foi graças à banda sonora, que este filme se tornou um bocado menos mau, sobretudo devido a “Kiss From a Rose”.

Outra canção importante é a de Bryan Adams em Robin Hood: Prince of Thieves/Robin dos Bosques: Princípe dos Ladrões. Foi com “(Everything I Do) I Do It For You”, que o músico canadiano conseguiu a sua primeira de três nomeações para os Óscares. Já o americano Bruce Springsteen consegui mesmo vencer o Óscar para melhor canção com “Streets of Philadelphia” no filme Philadelphia/Filadélfia, e não, não é um filme sobre o queijo da empresa Kraft. Ainda nesta década, há que destacar mais dois filmes. O primeiro é Notting Hill que conta com duas canções bastante conhecidas, “She” de Elvis Costello e “When You Say Nothing At All” de Ronan Keating, ambas músicas românticas. O outro filme é Four Weddings and a Funeral/Quatro Casamentos e Um Funeral que conta na sua banda sonora com músicas de Elton John com “Crocodile Rock”, Gloria Gaynor com “I Will Survive” e os Wet Wet Wet com a sua versão do “Love is All Around”.

soundtracksE chegamos ao novo milénio, aos anos 2000. E é precisamente nesse ano (2000) que na banda sonora de Coyote Ugly/Coyote Bar temos músicas como “Can’t Fight the Moonlight” de LeAnn Rhymes, ou “Unbelievable” dos EMF, ambas músicas boas para dançar. Uma música que também é boa para dançar é “Lady Marmalade” do filme Moulin Rouge!, numa combinação inédita de Christina Aguilera, Lil’ Kim, Mya e Pink. Passemos de música para dançar para o rap de Eminem, no filme 8 Mile, que protagoniza ao lado de Britanny Murphy. Foi deste filme que saiu a música “Lose Yourself” que recebeu inclusivamente um Óscar, que é bastante merecido para um artista como Eminem. No mesmo ano (2002), Chicago apresenta-nos um dueto de Catherine Zeta-Jones e Renée Zellweger, na música “All that Jazz”, que ainda hoje perdura na minha memória.

Outro musical importante referir, Dreamgirls, presenteou-nos com uma grande interpretação vocal de Jennifer Hudson, com a música “And I Am Telling You I’m Not Going”, que me causa arrepios cada vez que a oiço. Por fim, destaco duas músicas. Ambas do Bridget Jones’s Diary/O Diário de Bridget Jones, de onde destaco duas músicas bastante diferentes, “Out of Reach” e “All By Myself”, sendo esta última uma música que está na cabeça de todos nós, quando estamos sós.

Espero que tenha desfrutado desta viagem, e destas escolhas, obviamente poderia ter escolhido centenas de outras, mas estas são as que mais se destacam a meu ver. Pode deixar nos comentários sugestões de músicas que gostava de ter visto/ouvido mas que não estavam presentes na crónica. Mas não se vá já embora, aproveite para conferir a minha sugestão do mês, que como anunciei no início da crónica é uma escolha inovadora.

Sugestão do Mês

Mais um mês passou e mais uma sugestão para o/a caro/a leitor ouvir e ver. Desta vez é também uma música que não está ligada ao tema da crónica, mas que me parece ser uma sugestão diferente, até porque ainda não passa nas rádios. Espero que apreciem a música do ZT, oiçam porque vale a pena.

Até para o mês que vem!

E já sabe, até lá, cante, e dance, ao som das suas músicas preferidas.

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