Motores

Yamaha em 4 rodas, o renascer do NSX e o regresso dos motores rotativos

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Seja bem vindo caro leitor

O frio já se começa a instalar e a vontade de ficar uma tarde a fazer pouco (ou nada) tende a ser cada vez maior. Como não pretendo que o caríssimo leitor entre num estado de hipotermia, trago as novidades mais quentes destas últimas semanas.

A BMW acabou de fazer all-in ao apresentar o M4 GTS: o carro de estrada mais rápido de sempre. É uma edição limitada de 700 unidades, com um preço a rondar os 178 000€. O “coração” será um TwinPower Turbo de 6 cilindros 3.0 biturbo a gasolina com injeção a água. Este mostro debita 500cv e tem uma relação de peso/potência de 3,0kg/cv. Com uma caixa de 7 velocidades, o M4 GTS acelera até aos 100 km/h em apenas 3,9 segundos e consegue chegar aos 305 km/h. 80 kg mais leve que o M4 convencional, o GTS consegue completar uma volta a Nurburgring em “apenas” 7:28 minutos. Em termos estéticos esta versão ultimate da BMW apresenta uma dianteira redesenhada, uma asa traseira em fibra de carbono, novas ponteiras de escape em carbono e muito mais…No interior os bancos traseiros foram retirados e deram lugar a uma roll-bar, assim como a instalação de bacquets em carbono. Se o cliente quiser ir mais além, a marca disponibiliza um Clubsport Package que constitui numa roll-bar personalizada, cintos de segurança de 6 apoios, travões carbocerâmicos e suspensão ajustável.

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A Yamaha poderá a vir ser uma construtora de carros. É verdade…o leitor não se enganou a ler. Em 1994 a Yamaha tinha lançado um projecto denominado de OX99-11e mais recentemente o Motiv. Para aumentar o entusiasmo em redor da ideia foi divulgada uma imagem teaser de um possível automóvel desportivo. Muito pouco se sabe sobre o projeto, mas especula-se que Gordon Murray seja um dos responsáveis. Se isso for verdade então é possível afirmar que vem aí uma bela obra de arte. No que toca à mecânica este protótipo poderá recorrer à propulsão hibrida fabricada pela própria marca.

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A Honda já terminou com o mistério e divulgou as características do seu novo bebé: o Honda NSX. O NSX original (1990) era alimentado por um motor atmosférico V6 ao passo que a ultima versão é alimentado por um V6 Biturbo, auxiliado por 3 motores elétricos. Um dos motores auxilia o motor de combustão interna, localizado por detrás do cockpit. Ao mesmo tempo os restantes motores eletricos auxiliam as rodas dianteiras. No total o NSX desenvolve uma potência de 580cv e uma velocidade máxima de 307 km/h. O peso deste mostro é de 1735kg. Não foram divulgados valores mas é possível que o preço deste pequeno esteja na casa do 150 000€, assim como é possível uma produção, se bem que mais tarde, de  uma versão roadster.

A Mazda regressou aos tão famosos motores rotativos! Depois do sucesso do RX-7 e da singularidade do RX-8, a Mazda pretende apostar forte com o RX Vision. Apesar de a filosofia ser a mesma – motor dianteiro, tração traseira – irá haver desenvolvimentos, que levam a marca a denominar esta nova geração de Skyactiv-R. É um tipo de motor bastante singular, pelo facto de o motor ter como base a rotação de rotores com um formato triangular. Em termos estéticos o RX Vision é qualquer cosia de outro mundo. Design agressivo, grelha saliente, um difusor traseiro e uma dupla ponteira de escape são as principais características aparentes desta nova máquina. No que toca ao interior não há muito a dizer, talvez por ser um concept. O RX Vision pode-se tornar uma realidade já em 2017, mas primeiro que tudo tem que receber um bom feedback por parte do público.

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Todo caso à volta da manipulação dos testes de emissões de CO2, por parte da Volkswagen, alterou a forma como a marca pretende movimentar-se no mercado a médio e longo prazo. A VW apresentou um relatório que anuncia a vontade de a marca querer fazer um corte nos custos na orla dos mil milhões de euros. Uma das medidas apresentadas é a utilização da tecnologia de Redução Catalisadora Seletiva. Esta tecnologia recorre ao uso de um reagente denominado de ARLA 32 (também denominado de AdBlue) para reduzir quimicamente os níveis de NOx. Além disso a marca com sede em Wolfsburgo compromete-se a criar veículos mais “amigos do ambiente”, com base no VW Phanton. Por fim, a Volkswagen já está a trabalhar num modelo elétrico (comercial/de passageiros) com uma autonomia a variar entre os 250km e os 500km.

O caso Dieselgate mexeu com a imagem que o público tinha das marcas, mas também veio trazer uma motivação extra no que toca ao desenvolvimento de energias verdes. A Toyota já veio afirmar que tem intenções de deixar de fabricar carros que funcionem, exclusivamente, com motores movidos a combustíveis fosseis e passar a dar enfase à produção de veículos híbridos, elétricos ou movidos a hidrogénio. Num documento que a Toyota divulgou, esta refere que pretende reduzir as emissões de gases poluentes nos próximos 5 anos e esperar aumentar até 30 mil unidades as vendas anuais de veículos que tenham como fonte principal o hidrogénio. Assim sendo, a marca nipónica pretende aumentar a produção e a venda do Mirai até 2017.

Como já tenho defendido anteriormente, o futuro parece risonho e ao ver o entusiasmo e o empenho das marcas de quererem inovar (não somente em termos de design) é bastante positivo. Também temos assistido a casos pouco exemplares, mas são esses mesmos casos a causa de se querer aumentar a fasquia e atingira um patamar nunca antes visto. Olhando para os últimos 50/60 anos, o homem tem realizado um percurso notório. Resta saber se nas próximas décadas esse mesmo percurso poder ser suplantado…

Posto isto só me resta desejar os melhores arranques ao caro Leitor.
Voltarei no próximo mês com mais novidades…mas até lá não deixe o seu motor ir abaixo!

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