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TOP 10 – Os Melhores Concertos do NOS Alive 2017

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Este será um top 10 dos concertos que consegui assistir de forma completa ou parcial nos três dias do NOS Alive 2017. Já fui a várias edições do NOS Alive, mas esta terá sido, para mim, a melhor de todas. Talvez influenciado pelo facto de estar entusiasmadíssimo com algumas das bandas que iam tocar ao festival, sendo que algumas delas seriam a primeira vez que as iria conseguir ver ao vivo e outras, como a última deste top, por ser o concerto da minha banda preferida, que passados tantos anos voltaram a Portugal.

Refira-se antes de começar este top, que a escolha é inteiramente pessoal e que infelizmente alguns dos grandes concertos deste ano, aclamados pela crítica ficaram de fora, porque não consegui assistir, como é o caso das Savages, que muitos sites referem como um concerto fora de série, mas que por estar a ver outros concertos não consegui ir. Tal como Royal Blood, uma das bandas que tinha maior curiosidade em assistir (talvez o faça em Outubro e depois escreva a reportagem para o Ideias e Opiniões, quem sabe).

Vamos então a isto!

10 – The Kills

Conhecia apenas de nome esta banda e fiquei agradavelmente surpreendido pela performance em palco, sobretudo de Alison Mosshart que vivia cada música de forma incrível. Cheia de energia e sempre a dançar e a pular, ou a tocar guitarra com o seu parceiro Jamie Hince. Foi um concerto cheio de riffs, ou não fosse o dia 7 de Julho, um dia de Rock n’ Roll.

Com uma setlist bem composta, os The Kills foram uma excelente banda para preparar para o concerto que viria a seguir, o dos Foo Fighters. Talvez tenham pecado em interagir menos com o público do que a banda que os antecedeu (The Cult), mas em termos de performance musical estiveram muito bons. É impossível não ficar impressionado com a presença em palco dos dois frontmans referidos anteriormente.

Fotografia da Autoria de Vasco Wilton

A verdade é que os The Kills deram um bom concerto e para quem, como eu, não os conhecia foi uma excelente maneira de se darem a conhecer a um público que não era o seu, mas que vibrou, pelo menos no sítio onde eu estava.

9- You Can’t Win Charlie Brown

A única banda portuguesa presente neste top e de forma muito merecida! Afinal de contas deram um bom concerto de abertura de um palco bem grande e isso pode ser bastante assustador para uma banda que não esteja preparada. Mas não foi o caso, começaram, e muito bem, com “Above the Wall” uma das minhas músicas preferidas do novo álbum, que mereceu destaque na minha crónica dos melhores álbuns de 2016. E animaram bastante as pessoas que estavam ás 18h em frente ao palco NOS.

Mais uma vez este não era bem o seu público, já que muitas das pessoas que estariam nos lugares da frente seriam para guardar lugar para os outros artistas, sobretudo para os fãs de The XX e The Weeknd. No entanto, eu gostei bastante do concerto. Tinha bastante curiosidade para ver este concerto, pois é uma banda que sigo há relativamente pouco tempo, mas que sabia que davam bons concertos. E foi exactamente isso que “recebi”! Um concerto com pouco tempo (cerca de 50 minutos, se tanto), mas com bastante interação com o público, como todos os artistas portugueses que pisaram o palco NOS (os outros dois artistas portugueses foram Tiago Bettencourt e os The Black Mamba).

Fecharam com outra música do novo álbum Marrow que é “Pro Procrastinator”, música que eu adoro, tanto pela sonoridade, como pela letra. Se o/a caro/a leitor/a nunca ouviu um concerto dos You Can’t Win Charlie Brown, então faça-o, vai ver que não se vai arrepender e vai tal como eu gostar do concerto e ainda vai dar um ou outro pezinho de dança.

8 – Kodaline

Não assisti ao concerto de forma completa, nem de forma super atenta, mas pelo que já conhecia e pelo que ouvi deram um bom concerto, deixando todos os presentes à frente do Palco NOS bastante animados e a dançar. Os irlandeses não desapontaram e deram daquilo que tive oportunidade de ver um bom concerto.

Já não eram estreantes no NOS Alive, tendo atuado na edição de 2015, tendo nessa altura dado também um bom concerto. Os Kodaline são uma das bandas presentes no festival deste ano que tem uma maior ligação, tanto aos portugueses, como ao seu público. Não tenho dúvidas que irão voltar a Portugal, seja em nome próprio, seja no NOS Alive ou noutro festival mais urbano.

7 – Imagine Dragons

Apesar de não ter assistido de forma super atenta o que vi e ouvi foi suficiente para perceber que foi um concerto incrível, cheio de força e emoção. Não é difícil dizer que os Imagine Dragons são uma banda que dão excelentes concertos e que têm no público jovem, o seu público de eleição. No entanto, com os vários singles que têm vindo a editar e com a presença de algumas das suas músicas em anúncios, como é o caso do “On Top of the World”, que ficou conhecida como a música da Vodafone.

Contudo, de cá de trás consegui ver que havia muita gente perto do palco NOS para ver e para acompanhar os americanos a cantar os seus êxitos como foi o caso de “Demons”, cantado sensivelmente a meio do seu concerto, o que fez parar o Passeio Marítimo de Algés.

Prometeram voltar, o que é sempre positivo!

 

6- The Cult

Fotografia da Autoria de Vasco Wilton

Não conhecia os The Cult, mas deram um óptimo concerto. Estiveram sempre ligados à corrente eléctrica, não pararam por um segundo. A banda britânica liderada por Ian Astbury deu um concerto fantástico. Fiquei surpreendido pela positiva, pois Ian é um animal de palco, aquele homem tem 55 anos e mexe-se mais que eu. E eu tenho menos 30 anos que ele…

A banda que tocou 12 canções, deu um espetáculo dos antigos. Apesar de saberem que a maioria do público poderia não os conhecer estiveram sempre a puxar pelas palmas a acompanharem as suas músicas. Destaco a “Sweet Soul Sister” e a música que finalizou o concerto “Love Removal Machine”. Ainda o concerto ainda não tinha acabado e já a pandeireta usada por Ian, em grande parte das músicas, já tinha voado para o público. Uma espécie de prenda antecipada, antes do fim do concerto.

Valeu muito a experiência, porque vou estar mais atento a estes senhores.

5- Fleet Foxes

Bom, o que dizer sobre os norte-americanos… Cheguei ao Palco Heineken já o concerto tinha começado, mas rapidamente apanhei o ritmo e comecei imediatamente a sentir a “boa vibe” (já dizia o Boss AC). A isto também ajudou que a meio do concerto tenha sido abordado por dois britânicos fãs do Tottenham Hotspur, que devido ao facto de eu estar a usar a camisola de uma das estrelas da equipa inglesa, que é a equipa de futebol inglesa que eu apoio, vieram ter comigo a cantar e aos pulos. Ou seja, houve confraternização entre adeptos.

Mas voltemos à musica, rapidamente chegaram à minha música preferida, a “White Winter Hymnal”, que é talvez uma das mais conhecidas dos Fleet Foxes. A tenda onde se situa o Palco Heineken estava à pinha e não havia muitos espaços livres para ver os norte-americanos. Isto mostra bem a popularidade de que a banda granjeia. Não há dúvida que se os Fleet Foxes voltarem ao nosso país, terão de certeza uma boa casa para os ir ver.

Uma banda a seguir!

Chegamos agora aos meus concertos favoritos de todos. Sim, eu sei que ainda faltam 4 para completar o top e que, por norma, se faz tops de 10, 5 ou 3, mas neste caso há mesmo que fazer uma pausa, porque os senhores que se seguem deram, a meu ver os melhores concertos do Festival!

4- Alt-J

O trio britânico estava mais do que pronto para o público que ia encontrar. Sabia perfeitamente que o público sabia grande parte das músicas que iam apresentar. Já era a terceira vez que os Alt-J se apresentavam neste festival, e era a quarta vez que vinham a Portugal nos últimos anos.

Fotografia da Autoria de Vasco Wilton

Os Alt-J deram um excelente concerto por onde desfilaram êxitos dos três álbuns já editados. Começando com “3WW” e “Something Good” e o ‘hino’ da banda, “Tessellate”, já que ‘os triângulos são a nossa forma favorita’. (Para quem não sabe os Alt-J estilizam-se com triângulos devido aos computadores Apple, onde as teclas Alt e a letra J, formam um delta). Era um aviso que estavam ali para dar um show. Graças também a uma excelente produção de palco, cheia de luzes e animações que deixavam todos vidrados no palco, de onde era impossível deixar de olhar.

Já no fim aparece outro dos grande êxitos e a banda pede para os acompanharmos naquela música com dedicatória especial. Não era para menos, afinal era “Matilda”! Segue-se “Taro” e “Left Hand Free”, que antecipavam o fim cantado em harmonia com “Breezeblocks”.

3- Cage the Elephant

Os Cage the Elephant entraram em palco cheios de energia, tanto o vocalista Matt Shultz, como o guitarrista Brad Shultz, não paravam quietos. E começaram sem pedir licença e sem medos. “Cry Baby”, um dos maiores êxitos da banda é o escolhido para abrir as hostes e mostrar que os norte-americanos rockeiros estão ali para partir tudo.

Afinal de contas tinham a tenda cheia para os ver, mais cheia ainda que os seus conterrâneos Fleet Foxes. Os festivaleiros não paravam de cantar, conhecendo cada música na ponta da língua, e de saltar e de abanar os braços. É caso para dizer que, apesar dos Depeche Mode estarem no Palco NOS e terem muita gente para os ver, os Cage the Elephant tinham claramente o estatuto de cabeças de cartaz!

Não havia ninguém dentro da ‘tenda’, que estivesse ali por engano ou à espera de outro artista. Foi um concerto incrível. A ligação ao público é algo que faz toda a diferença e os americanos mostraram estar à altura, estando constantemente a puxar pelo público.

2- The XX

Esta foi a primeira vez que os consegui ver ao vivo, algo por que esperava já há algum tempo. Os The XX não são estranhos a Portugal e Oliver Slim chegou mesmo a lembrar que realizaram o seu festival cá. Aliás, não foi muito longe de onde os The XX estavam a tocar naquele momento, foi nos jardins da Torre de Belém que em 2013 os XX apresentaram esse festival que teve, pelo que me lembro, bastante sucesso.

Fotografia da Autoria de Vasco Wilton

Os XX estavam ali para mostrar o novo álbum editado já este ano, I See You e mostraram algumas músicas como “Performance”, “I Dare You”, “A Violent Noise”, “On Hold”, “Say Something Loving”, entre outras. Claro que estas duas últimas, sendo singles eram as músicas do novo álbum mais aguardadas. O Palco NOS estava bastante bem composto para aquele que era o co-cabeça de cartaz, na minha opinião, do dia 6.

Estavam mais do que prontos para aquele palco. A par do número 1 deste top, foi o meu concerto preferido. Os XX são uma das minhas bandas preferidas e sempre quis vê-los ao vivo. A isso aliava-se o facto de eu conhecer e de estar bastante expectante para ouvir algumas m+usicas ao vivo. Músicas como a “Crystalized”, “Islands”, a “On Hold” e claro a “Angels”.

Não desiludiram e deram um concerto incrivelmente fabuloso!

1 – Foo Fighters

Quem me conhece e segue as minhas crónicas de música, aqui no Ideias e Opiniões, sabe que eu não escondo a minha admiração pelos Foo Fighters, e de que eles são efectivamente a minha banda preferida. Contudo, e apesar de ser suspeito, até podia não ter incluído o concerto dos Foo nesta edição do NOS Alive, neste top. No entanto, para tal eles teriam de ter dado um concerto fraco, ou quanto muito abaixo da média, mas não foi o caso. É consensual que os Foo Fighters foi um concerto do cara…ças! E eu concordo, ou não tivesse estado eu mais de 8 horas na 4ª fila do Palco NOS à espera da banda de Dave Grohl e companhia! E valeu cada hora à espera. Poucos minutos faltavam para ver os Foo Fighters, estavam os roadies ainda a ultimar os testes dos instrumentos da banda quando um pequeno miúdo aparece a puxar pelo público, não deixando que nós arrefececemos.

Eram já 00h04 quando se ouviu um grito desde o Palco NOS. Esse grito era inconfundível e a audiência respondeu de imediato com a habitual emoção e felicidade. Uns segundos antes aparecera um homem cabeludo e barbudo, também conhecido como o “tipo mais simpático do Rock” a correr pelo palco, seguiram-se os seus parceiros. Tudo a postos e siga: sem “olás”, sem “tudo bem”, sem rodriguinhos, foi chegar e começar a rockar, dando-nos “All My Life”, “Times Like These”, “Learn to Fly” e “Something From Nothing” de seguida, embora antes desta quarta canção tenha havido uma ligeira pausa. Tivemos também “The Pretender”, acompanhado pelo público, como aconteceu em praticamente todas as músicas.

Fotografia da Autoria de Vasco Wilton

Seguiu-se a apresentação da banda com pequenas covers dos Queen e dos Ramones. Mas via-se na cara de Dave que sabia que estava frente a um público que não o via há muito tempo, e que estava feliz por nos ver. Pode ter sido impressão minha, mas eu sentia isso. Havia para mim uma enorme carga emocional, afinal de contas era a minha banda preferida que ali estava a tocar! Um dos meus ídolos! Até à “My Hero”, Dave esteve imparável de um lado para o outro. Conseguiu ainda pôr o público a cantar a capella esta música.

Para mim claro que todas as músicas foram especiais, gostei bastante de reparar que a “Run”, uma música que irá estar presente no novo álbum Concrete and Gold, e que tem tão pouco ‘tempo de vida’, a ser cantado como uma música antiga, como se tivesse sido lançada há dois ou três álbuns atrás.

Fotografia da Autoria de Vasco Wilton

Mas as emoções foram maiores que eu a partir da “Best of You”, essa foi a primeira em que caíram algumas lágrimas, por toda a emoção e por ouvir todas aquelas pessoas que estavam a entoar a música em coro e a capella. Depois veio a parte mais divertida, em que se via que Dave estava para acabar o concerto e tocar a mítica “Everlong”, mas o público não queria e então “boicotou” o fim, a gritar “E salta Dave ole ole” e o frontman dos Foo Fighters não percebendo ficou surpreendido pela incrível reacção que obteve. Antes de conseguir continuar voltou o público a cantar “Campeões, Campeões, Nós Somos Campeões”, aludindo à vitória do Euro que estava quase a fazer 1 ano.

Depois foi o fim da macacada. Os Foo iam mesmo acabar com a “minha” música. A música que me diz tanto, a música que tenho tatuada no braço direito. Aos primeiros acordes de “Everlong” soltaram-se as lágrimas que eu nem tentei conter. Os rapazes que estavam ao meu lado, com quem eu tinha conversado um pouco durante as horas de espera e que já tinham reparado na minha tatuagem e sabiam que era a minha música favorita viram-se para mim e dizem “Vais chorar!”. E assim foi!

Dei uso à pouca voz que tinha e dei tudo para cantar a plenos pulmões: “Hello I’ve waited here for you, Everlong!”.

Sugestão do Mês

Este mês optei por algo mais comercial e por uma banda que nem veio ao Alive, mas que já passou por Portugal há uns anos atrás. Falo dos norte-americanos The Killers. Espero que gostem desta sugestão!

Até para o mês que vem. E até lá cante e dance, ao som das suas músicas preferidas!

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