Portugal

Sente-se à Mesa com o Ideias e Opiniões neste Natal

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À medida que cresço, mais fico nostálgica quando chega o Natal. Os anos passam e à mesa sentam-se cada vez menos pessoas para jantar na noite de 24 de Dezembro e não há nada mais triste do que olhar para o lado e desejar que estivesse mais um prato na mesa para aquela pessoa especial que já partiu.

Torna-se por isso numa quadra em que para os adultos as emoções andam à flor da pele, em que tão depressa sorrimos como nos apetece chorar. De facto em criança não tinha ideia de que, com o passar dos anos, o Natal perderia o brilho.

Mas com isto não quer dizer que não goste do Natal, porque gosto! Sabem porquê?
Porque o Inverno é uma estação muito triste, muito escura, fria e sem graça e no Natal há cor, luz e magia e tudo isso me conforta!

Na minha família, apesar de na noite de 24 de Dezembro sermos poucos, normalmente no dia 25 o cenário é bem diferente e parece que nos multiplicamos, e como eu gosto de uma mesa cheia com a família, aquece o coração.

Nesta crónica, vamos falar daquilo que se come na noite de Natal e confesso que não como praticamente nada do que é típico desta quadra. Sim, sou esquisita!

O rei da mesa certamente será o bacalhau, creio que deve estar perto de estar presente em 90% das casas dos portugueses, certo?

A forma mais tradicional de o degustar é acompanhado com couve portuguesa, batata e ovo cozido, tudo regado com um bom azeite. Sabem quem o fazia bem? A minha avó Maria! A receita cá de casa é dela. Confesso que não me faz água na boca porque eu e o bacalhau não temos uma relação muito feliz. Para mim bacalhau só escondido, ou seja, à Brás, com natas… Eu avisei que era esquisita…

A fazer as delícias de muito boa boca, surge também o polvo cozido, claro está, servido também ele em azeite e com batata cozida. Se eu gosto? Pois, também não.

Há também pratos de carne típicos como o borrego, o perú ou o cabrito assado no forno, acompanhado com batata assada. Isto sim já me faz água na boca, embora não seja o que normalmente como na noite de Natal. Costumo ficar-me por bacalhau com natas em versão de Natal. E porquê em versão de Natal? Porque leva couve.

Eis que chega a altura dos doces e, aqui para mim, o cenário ainda fica pior. Das duas uma, ou há doces vulgares como a mousse de chocolate, tarde de amêndoa, entre outros ou então adivinhem… não como nada porque não há nenhum, mas nenhum doce de Natal que eu aprecie. Quem agradece é a minha roupa porque acaba por não ficar apertada.

Numa mesa tradicional de Natal, a doçaria é composta por sonhos, farófias, filhós, azevias, fatias douradas, rabanadas, coscorões e aletria. Sempre que vejo coscorões lembro-me da minha Avó Adelaide que os devora com alegria.

Muitos de vós desse lado já estão a salivar não é, seus gulosos? É difícil de acreditar que no meio de tudo isto não gosto de nada não é? Mas é verdade. Creio que a razão fulcral para não gostar de nenhum destes doces é o facto de praticamente todos levarem canela e eu não suporto essa especiaria. Ups!

Como não sou grande apreciadora das iguarias de Natal pelas quais muitos de vós aguardam o ano inteiro ansiosos, não me vai custar nada fazer de advogada do diabo nos parágrafos que se seguem. É que isto é tudo muito bonito mas, queimar estas calorias todas não é pera doce.

Apenas para pensar duas vezes antes de levar um sonho à boca sem pensar no amanhã, saiba que são 388 calorias por unidade e que para as queimar precisaria de 93 minutos a caminhar ou 50 minutos a andar de patins em linha. Boa?

Vá, não se assuste, se comer farófias o estrago é menor, são 195 calorias por dose e teria de estar 46 minutos a caminhar ou 56 minutos a aspirar para as fazer desaparecer. Para donas de casa, a segunda opção não é difícil de concretizar.

Filhós? Gosta? Pois saiba que casa dose tem 310 calorias! A solução? 74 minutos a caminhar ou então 43 minutos a jogar futebol. Pode sempre substituir um jogador do seu clube preferido na primeira ou segunda parte do jogo, boa?

As azevias equivalem a 368 calorias a unidade. Pode queimar tudo isso com 88 minutos a caminhar ou 60 minutos a nadar. Só lhe fazia bem!

E para não o(a) massacrar mais, apenas dizer-lhe que uma fatia dourada, (uma!) contém 379 calorias. E como as queima? 90 minutos a caminhar ou 48 minutos a andar de bicicleta.

Por esta não esperava não é? A fonte desta informação sobre o valor calórico e atividades é a Deco Proteste.

Não abuse. Há outras coisas nas quais pode abusar e que para além de não acumularem calorias até queimam outras. Rir, por exemplo! Ria, ria muito!

Desejo um feliz e doce Natal, junto daqueles que mais gosta e que lhe trazem calor ao coração!

E claro que esta crónica foi escrita ao som de uma playlist de Natal do Spotify. Ah, a música, inspiração nas horas de escrita! Nunca falha!

Votos de um doce Natal, que nunca falte amor!

Voltamos a encontrar-nos em breve, por entre linhas e sorrisos.

Até para o ano,

Margarida Gaspar

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