Sociedade

São Valentim, o Mártir

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     Aproxima-se o dia que tantos corações faz palpitar de ansiedade, na expectativa do dar e do receber – de um jantar ou de uma ida ao cinema com aquela pessoa que torna todos os nossos dias especiais.

     Começam, por isso, as publicidades nos ecrãs televisivos, nas revistas e jornais e pelos cartazes nas ruas, de objectos que nos são impingidos apenas nesta altura e apenas para o dia a celebrar.

     E não deveria ser o Dia dos Namorados todos os dias? Ou estaremos somente apaixonados neste dia, tal qual o natal, como nos tempos de pequenina… – será esta ansiedade uma criação da alma na vontade de dar, de receber ou simplesmente de fazer algo de diferente?

     Onde param as cartas de amor? Surgem em textos do word, em mensagens predefinidas, estabelecidas pelo tradicional ou copiadas pela rede que nos une, a internet. E onde ficam as coisas simples? Como páginas de linhas escritas por declarações rabiscadas, por mãos nervosas e determinadas?

     Valentim, bispo na Roma Antiga, morreu no dia 14 de Fevereiro do ano 270, decapitado enquanto apaixonado pela filha do carcereiro, na defesa do casamento entre as pessoas. E para quê?

     Havendo amor, na sua sincera essência, o dia dos namorados tal como o dia do pai, da mãe, deveria ser diariamente glorificado, nas pequenas coisas, nas pequenas palavras nos gestos acanhados de quem ama por amar e nada quer em troca exceto o amor de quem ama – e nunca reservado para qualquer dia.

“Ser estranho | Que me entranha | E distende o seu tamanho. | Estranho ser |

Que me acompanha | Intrínseca parte | Que me apanha, |

Que me ama | Quando arranha | – molda-me em arte.”

Estranheza, Ana Flora

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