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Os Maiores Falhanços de Bilheteira de Hollywood

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Estamos em pleno Verão, sinónimo da invasão de blockbusters nas salas de cinema! Esta denominação destina-se às grandes produções (na maioria americanas) que, através de um orçamento bem chorudo, são as grandes apostas dos grandes do cinema para um bom cashout em cada ano.

Ora, para uns filmes serem vistos mais vezes, outros têm de sofrer as consequências. E quando há uma tentativa evidente de afunilar estes gigantes orçamentais num curto espaço de tempo, os falhanços tendem a acontecer. Para não falar da qualidade da maioria dos filmes, que na maioria das vezes deixam muito a desejar (não todos, meus amigos, não todos!).

Existem muitas medidas para o sucesso de uma película, na sua maioria bem subjectivos. Mas aos prejuízos financeiros ninguém consegue escapar. São factos que marcam produtoras, equipas de realização, actores e actrizes, cujas carteiras e reputação sofrem uns golpes granditos na hora de recolher os honorários dos filmes em que participaram.

Olhe que até pode ter visto (e gostado) de alguns dos filmes que lhe vou apresentar hoje. Provavelmente até contribuiu para o seu sucesso aquando da sua chegada às salas de cinema. A verdade é que o público não partilhou desse interesse, seja pela fraca marketização das produções, pela pouca ou inexistente aceitação dos críticos ou por mera saturação dos temas abordados. Já estamos um bocado cansados de comédias românticas e filmes de acção sem guião, não? Venha daí e conheça alguns dos maiores falhanços de box office da história do cinema.

13th Warrior (1999)

Com um orçamento a rondar os 160 milhões de dólares (coisa pouca), esta tentativa de reprodução de Eaters Of The Dead, livro lançado em 1976 por Michael Crichton, contou com a participação de Antonio Banderas, mas não alcançou o resultado esperado, com uma crítica mediana que não fez jus ao capital investido na produção desta longa metragem.

Os cenários são de grande qualidade, mas o filme peca pela falta de um enredo sólido e amigável para com o espectador, cujo insucesso foi bem vincado por alguns dos grandes do cinema, com destaque para o pobre Omar Sharif, que não poupou nas suas críticas. Uma aventura épica em terras de Vikings, 13th Warrior conta com a conhecida lenda de Beowulf, personagem que viria a ter o seu próprio filme mais tarde (igualmente de mediana qualidade, mas que conta com Robert Zemeckis na cadeira de realizador).

Para rematar, o filme abriu com 10 milhões de dólares de lucro no fim de semana de lançamento, ficando atrás do inigualável The Sixth Sense (porque o sexto vem sempre antes do décimo terceiro, ba dum tss, dêem-me já o Pulitzer). Apesar de um início prometedor, o lucro total desta produção cifrou-se nos 60 milhões de dólares, deixando um maiores buracos de Hollywood bem à vista dos espectadores.

47 Ronin (2013)

Ahhhh, até me custa fazer isto. Descascar no Keanu Reeves nunca foi a minha cena, especialmente porque aprecio particularmente a simplicidade do homem. Considero-o um dos actores com mais classe no plantel americano e dói saber que participou em alguns dos maiores falhanços de bilheteira do cinema mundial. Reeves encarna o papel de Kai, um jovem aspirante a samurai que cedo se vê entrelaçado entre a dramática história (e lenda nacional japonesa) dos 47 Ronins, 47 samurais desonrados do seu código, que planeiam vingar o responsável pelo seu destino cruel. Kai junta-se aos 47 samurais e o resto é história para se ver com umas pipocas ao pé.

Mais uma vez, os detalhes cinematográficos não estão nada maus (pudera, com um orçamento de 175 milhões de dólares), mas a película falha na articulação entre os momentos importantes da narrativa, perdendo o sentido em algumas passagens. A crítica não perdoou e o público também não teve grande piedade com este drama samurai.

Confesso que não desgostei… mas sou suspeito, pois um dos meus filmes históricos favoritos é mesmo o The Last Samurai. Em termos mais objectivos, a longa metragem foi um grande falhanço de bilheteira, ocupando um dos lugares de topo na lista das maiores perdas financeiras numa longa-metragem de Hollywood.

Lone Ranger (2013)

O meu favorito desta lista, especialmente porque a fasquia não está assim muito elevada nesta crónica… Depois de interpretar tantas (e que coloridas) personagens, Johnny Depp teria inevitavelmente um desilusão à sua espera. Lone Ranger é a prova viva que podemos ter muitos milhões para investir, mas se a ideia não for grande coisa, não vamos a lado nenhum.

Regardless, um filme divertido de se ver ao Domingo à tarde com a família, Lone Ranger apresenta-nos a improvável parelha entre dois renegados dos seus grupos (inimigos) que se unem para conseguir justiça. Com um orçamento a ronda os 250 milhões de dólares (o maior deste top), seria de esperar que também fizessem justiça ao valor.

O banda sonora do filme é de Hans Zimmer, o que é um grande bonus, sendo que aposta nos efeitos visuais e maquilhagem resultou em duas nomeações para os óscares. Nem tudo é mau, eh? Não se safaram do prejuízo, o que é uma pena.

The Adventures of Pluto Nash (2002)

À medida que os anos vão passando são raras as aparições de Eddie Murphy no grande ecrã. Se calhar é por causa disto? Se Lone Ranger é o melhor deste top, The Adventures of Pluto Nash desce ao confins da falta de qualidade. Numa comédia de ficção científica sem grande sentido e nada inovadora, Eddie Murphy dá o ar da sua graça, apesar de não conseguir (nem lá perto) salvar esta produção de um fracasso evidente.

Um metascore fixado nos 12 (nem o 50 Shades Of Grey…) e um lucro de 7 milhões de um orçamento de 100 milhões de dólares, é só fazer as contas. Quem é paga a fatura nestas situações? Uma boa pergunta. Such is life, todos temos direito a falhar não é? Não costuma é custar tanto dinheiro sempre que o fazemos. E mais não digo, porque ainda pouco tempo vi este filme e não há mesmo muito mais a dizer.

Mars Needs Moms (2011)

Para fechar temos mais um filme que não deu que falar por várias razões: uma bizarra produção semi-animada com um enredo completamente desprovido de conteúdo ao qual faltou ‘’imaginação e coração”, como a maioria dos críticos frisou nos seus veredictos. Mars Needs Moms é a quarta maior “bomba” da história do cinema americano, numa produção que gastou 150 milhões de dólares, mas apenas obteve cerca de 39 milhões em receitas de bilheteira.

Seth Green é a voz mais conhecida desta longa-metragem e assume o papel de Milo, uma criança, cuja mãe é raptada por marcianos. Milo passa a dar mais valor à mãe quando não a tem por perto e a história é mais ou menos isto, infelizmente. A produção é, como em todos os filmes desta lista, o ponto forte do filme, mas peca pela ideia em si. Até aos dias de hoje (o filme foi lançado em 2011) é o filme da Disney com pior resultado financeiro desde a sua fundação em 1923.

Gostaria de fazer uma menção desonrosa ao John Carter. John Carter from Earth, sim senhor, mas também John Carter do buraco (um orçamento estimado nos 300 milhões de dólares que não esteve nem perto do lucro). Inacreditável.

Se o caro leitor ainda está comigo, terá reparado que todos os filmes são dos últimos 20 anos, algo que comprova que as produções têm tendência para ficar cada vez maiores. Mais dinheiro, mais circulação de ideias. É uma faca de dois gumes. Porque embora seja essencial a primazia da liberdade de expressão artística, desmultiplicam-se as ideias terríveis que, no fundo, só nos fazem perder tempo e dinheiro (assim como às equipas de produção).

Como combater isto? Praticamente impossível, dada a subjectividade e imprevisibilidade dos espectadores. Somos todos tão diferentes e todos esses clichés a que já está habituado. A verdade é que a tendência é para um crescente número de flops porque também existem mais produções no mercado. Mas hey, não deixe de ir ao cinema ver um desses blockbusters bem musculados, que eles precisam do seu dinheiro!

Eu volto para o mês que vem com um jeitoso top de séries. Bom Verão, bons filmes e boas séries.

Hasta La Vista, Baby!

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