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Obrigado Zé Pedro – O Ícone do Rock Português

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Começo com uma das poucas músicas dos Xutos e Pontapés em que Zé Pedro dá a voz, “Submissão”! Hoje morreu um ícone da música portuguesa! Morreu alguém que era querido a qualquer apreciador de música e que era segundo relatos de quem o conhecia bem, a simpatia em pessoa. Sempre com um sorriso estampado no rosto, Zé Pedro dos Xutos como era conhecido, ou simplesmente por Zé Pedro, deixou-nos hoje, com 61 anos.

Aliás, eu até diria que deixa-nos o cidadão José Pedro Amaro dos Santos Reis, mas que o grande músico que é e será sempre Zé Pedro, não nos deixou, nem nunca irá deixar. Ele estará sempre presente numa música dos Xutos tocada num palco, numa discoteca, numa festa, ou mesmo num computador, telemóvel ou outro dispositivo móvel que possa reproduzir as grande malhas que Zé Pedro, juntamente, com a sua família dos Xutos foram responsáveis.

Era (e ainda me é difícil falar/escrever no passado) alguém que apreciava a música acima de tudo, prova disso era a sua constante presença em concertos de outros artistas e procura em conhecer novos artistas e apoiar os mesmos, dando-lhes uma palavra de incentivo ou conselhos que não tenho dúvidas que fossem úteis a quem os ouvia. A música era a sua vida, a alegria que demonstrava em palco era genuína e era de quem estava a fazer aquilo que mais gostava.

Foi a 13 de Janeiro 1979, que Zé Pedro toca pela primeira vez com a banda que ajudou a fundar e que veio a tornar-se a maior banda de rock em Portugal. Kalu, Tim amigos de longa data e que ainda fazem hoje parte dos Xutos e Zé Leonel apresentavam-se a seu lado enquanto Xutos e Pontapés e no qual fizeram muito êxitos como “Circo de Feras”, “Contentores”, “Não Sou o Único”, “Vida Malvada”, “Manhã Submersa”, “Para Sempre”, “Ai Se Ele Cai”, “Mundo Ao Contrário”, “(Para Ti) Maria”, “A Minha Casinha”, “Chuva Dissolvente”, “Gritos Mudos”, “Remar, Remar”, “N’America”, entre tantos outros. É, diria eu, impossível que alguém não conheça e/ou não tenha já cantado em alguma ocasião uma música da autoria dos Xutos e que não seja conhecedor do gesto com os braços em cruz, representando o X da banda. Isto e o comum lenço no pulso, algo que era costume ver, sobretudo em Zé Pedro. Felizmente, pude ver os Xutos e Pontapés, mais do que uma vez e em todas as actuações era possível ver o guitarrista feliz e pronto para dar mais um grande concerto, algo que o próprio disse adorar numa entrevista ao “Alta Definição”, embora, não fosse preciso dizer pois a sua presença em palco era demonstrativo disso mesmo.

Era conhecido pelo mundo da música como uma pessoa única e muito afável. Tal como Tozé Brito disse hoje no Jornal de Noite da SIC “não conheço ninguém que não gostasse e não goste do Zé Pedro”. É muito isto! Alguém que todos dizem que era alguém extraordinário e único!

É, tal como vários amigos do próprio disseram, impossível falar de Zé Pedro sem ter um sorriso nos lábios. A simpatia e a imagem do próprio a sorrir fazem com que assim seja. Faz também que seja complicado pensar numa imagem de Zé Pedro já debilitado pela doença que o tirou junto de nós. Se hoje o Rock é o meu género musical preferido tenho a agradecer não só aos meus pais, mas também a ele. A Zé Pedro, o ícone do rock português, mas não só. Acredito que o Mundo da Música, seja aqui em Portugal, seja no estrangeiro está de luto, pela morte de um grande artista!

Se há alguém que merece o título de maior ícone do Rock português é o Zé Pedro. Nunca conheci pessoalmente, mas o seu sorriso, a boa disposição e sobretudo, a sua música eram e são suficientes para sentir a dor da morte de um artista como ele.

Obrigado por tudo o que nos deste Zé Pedro e obrigado pela tua insistência em voltar sempre mais forte e pronto para nos dar o melhor de ti, a tua música!

 

Nota: Fotografia de Destaque da autoria da Global Imagens

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