Sociedade

O Verão

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     Desperta o sol na madrugada, entra pelas cortinas do quarto e aquece.
     No carro, o calor em rotação, de janelas abertas pelas estradas que rasgam o verde até – qualquer lugar que este; o vento entre os dedos das mãos, do rosto aos cabelos oscilantes como ondas na praia, onde as areias rolam e confundem-se pelos corpos sucumbidos e sem cor.
     De merenda na mala, sob o guarda-sol amarelo e a música derramada a cada esquina, entre o povo: de leques em punho sacudidos ao ritmo das cabeças de  mentes conquistadas pela imaginação – a vontade do amor.
     A água pelos tornozelos e o mergulho dado em tom de desafio; as crianças saltitantes pela orla do mar, de sorrisos em exclamação nos baldes coloridos.
     No azul brilhante céu, as gaivotas nas suas reviravoltas, entre os vibrantes papagaios de papel que espelham as cores pelo vasto chão em tons de creme.
     O pó no ar abafado, suspenso sobre as cabeças fervorosas por um banho frio ou o cheiro da chuva fresca sobre um todo ardido.
     A escrita num guardanapo, sobre o mapa, no joelho de perna dobrada – o calor do momento, a súbita inspiração.
     A leitura de fim de tarde, num qualquer banco de jardim, sob as sombras das folhas das árvores, onde os melros e as rolas se cruzam em harmonia; ou um copo de vinho verde gelado ou uma caneca de cerveja e um amigo aliado, numa esplanada de paisagem sugestiva.
     As noites convidam ao dormir de perna sobre o lençol, em roupas reduzidas; ao acender de velas perfumadas ou aos passeios largos pelas calçadas, de mãos dadas, por entre a maresia.

Crónica de Ana Flora

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