Cultura

O Cinema: Thomas Edison VS Lumière

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Já alguma vez se questionou acerca do início da existência da Sétima arte do Mundo: o cinema? Pois bem, o que já é bem sabido por alguns é desconhecido por outros tantos e portanto, aqui revelaremos um pouco sobre o começo desta magia cinematográfica que ainda nos dias de hoje, e esperemos nós que por durante muito e muito tempo, nos causa um turbilhão de emoções, nos ensina e nos faz abrir novos horizontes.

                O Mundo ainda se divide um pouco relativamente ao real começo do cinema: terá sido com a invenção do Cinetógrafo e Cinetoscópio feita por Thomas Edison, ou com a posterior criação do Cinematógrafo dos famosos irmãos Lumière? Há inúmeras teorias já debatidas sobre este assunto e as opiniões divergem: umas favorecem Thomas Edison, outras apontam firmemente para os irmãos Lumière. Pois bem, aqui irei expor meramente alguns factos incontestáveis de forma a dar a entender que na realidade o cinema começou com todos, cada um com o seu mérito.

 

Thomas Edison

Irei falar inicialmente de Thomas Edison. Este Norte Americano foi um célebre empresário e inventor que resolveu, para além de ser o criativo de inúmeras produções, patentear, financiar e produzir em massa todas elas (dá-se como exemplo a Lâmpada Elétrica). Mas, neste tema o que realmente nos interessa é duas das suas invenções denominadas de Cinetógrafo e Cinetoscópio.  O primeiro era o que produzia filmes de curta duração e o segundo era um projetor desses mesmos filmes que possuía um visor individual. Diz-se que na realidade o verdadeiro inventor destas duas máquinas foi William Dickson e a sua equipa mas, como este era por sua vez o chefe engenheiro do Laboratório Edison e a ideia partiu do empresário após ter sido inspirado por uma outra invenção (Étienne-Jules Marey, um dos pioneiros da Fotografia) o Cronofotógrafo. Foi então o seu nome que ficou vincado a um início promissor da História do Cinema. O primeiro filme produzido conta apenas com cinco segundos e apresenta um indivíduo a espirrar. Podemos concluir que este filme se tratava de uma experiência, um descobrir importante mas inicial do que viria a tornar-se mais tarde uma complexidade de produção e de construção de uma narrativa, algo que o cinema foi conquistando  com o tempo e nos apresenta hoje em dia.

Irmãos Lumière

Passemos então aos famosos irmãos Lumière. De nome Auguste e Louis Lumière, estes dois irmãos são reconhecidos pela criação do Cinematógrafo. O que poucos falam é que na realidade essa criação foi copiada pelos mesmos depois de um outro inventor, Leon Bouly ter perdido a patente da sua invenção, patente essa que voltou a ser feita posteriormente pelos irmãos. Estes são considerados os verdadeiros pais do cinema, e foi a partir deles que o cinema começou a caminhar com passos orgulhosos até aos dias de hoje.

O cinematógrafo foi não só uma máquina de filmar como também um projetor, o que comparando com o produto de Edison, acabou por causar mais impacto na medida em que esse mesmo projetor era exterior portanto, visível para muita gente ao mesmo tempo. A primeira exibição ocorreu a 28 de Dezembro de 1895 num local que será para sempre amado por ser a primeira sala de cinema de todo o Mundo: a sala Eden prevalece nos dias de hoje, situada em La Ciotat, no sudeste de França. Porém a grande exibição deste filme ocorreu em Paris, no Grand Café. Por fim o filme, que hoje lhe atribuímos um caráter mais documental mas ainda assim experimental, tem como título “A saída da Fábrica Lumière em Lyon”, as pessoas que nele se apresentam não são atores mas sim os trabalhadores dessa fábrica e a câmara encontra-se fixa (o Plano é sempre o mesmo e não ocorre qualquer tipo de movimento). É um retrato em filme do quotidiano.

De forma a sumarizar: enquanto que a invenção de Edison permitia apenas o visionamento do filme por uma pessoa de cada vez, os irmãos Lumière introduziram-nos ao cinema coletivo, algo que pudesse ser visto por um público vasto ao mesmo tempo, obtendo em simultâneo as diferentes reações. E é aqui que se encontra a divisão e que eu deixo para cada um refletir e tirar as suas próprias conclusões.

Para concluir creio que seja de grande importância nomear pessoas como Georges Meliès: o verdadeiro pai dos efeitos visuais e da preocupação pela produção de um filme com cariz artístico (recomendo vivamente o visionamento de “Viagem à Lua” de Meliès); e David Griffith que se preocupou essencialmente pela estrutura narrativa cinematográfica, assim como pela organização de tempo e de espaço dos Planos (vejam o “Nascimento de uma Nação” de 1915). Foi assim então que começou a Sétima Arte, um processo longo e trabalhoso que contou com o enriquecimento vindo imensas personalidades e que ainda hoje evolui de ano para ano.

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