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NOS Alive 2015 – Rescaldo

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Olá outra vez caro/a leitor/a! Aqui estou eu outra vez e a falar do mesmo assunto. Sim, estou a falar do NOS Alive 2015. E o/a caro/a leitor/a pergunta “outra vez?”, mas calma desta vez é apenas o rescaldo. E vou apenas abordar aqueles concertos a que assisti! Vamos a isso? Vamos lá!

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DJ Zé Pedro

Comecemos pelos concertos do 1º Dia, 9 de Julho. No Palco RAW Coreto, assisti a um pouco do set de Zé Pedro. Sim esse mesmo que o/a caro/a leitor/a está a pensar. O guitarrista dos Xutos & Pontapés é também  DJ e esteve bastante animado durante o pouco tempo que lá passei. Ainda tive tempo para ouvir uma música que gosto bastante, “Best of You”, mas não foi a versão normal dos Foo Fighters. Era uma versão com um remix bem catita! Vamos agora até ao Palco Comédia, também conhecido por Jardim Caixa, onde Diogo Faro, o Sensivelmente Idiota do Facebook, esteve uns 10/15  minutos a fazer stand-up. Eu gostei, embora tenha achado algumas piadas um bocado forçadas, mas enfim, não deve ser fácil estar em cima de um palco a fazer piadas para um público tão diversificado, por isso não crítico, pois não sei o que custa.

Diogo Faro

Diogo Faro

E do Palco Comédia ‘andemos’ um pouco até ao Palco Heineken, onde os Metronomy deram um show cheio de energia, não fiquei o tempo todo, pois queria ir ver Alt-J no palco principal. Contudo, fiquei tempo suficiente para perceber que foi um excelente concerto, talvez um dos melhores deste palco e inclusive do Festival. Tocaram no Palco Heineken as “The Look”, “The Bay”, “Heartbreaker” que são as mais tocadas da banda, mas também não deixaram de fora “Everything Goes My Way”, “Love Letters”, “Holiday” ou “Radio Ladio”. Tal como disse na crónica de antevisão, não conhecia a banda, mas esperava algo de bom. E foi exactamente algo bom que os Metronomy deram. Todos os elementos da banda estavam em sintonia e pareciam estar a divertir-se em palco, o que é maravilhoso para quem está a ver. Numa nota mais pessoal, gostei imenso da baterista…

Ainda no Palco Heineken, assisti ao concerto de Flume. O DJ australiano foi o último artista a tocar neste dia, neste palco. Numa setlist apenas com 10 músicas, devido aos concertos acabarem às 4 da manhã, Flume deixou-me com uma boa impressão. Vários remixes de músicas conhecidas como “Tennis Court” de Lorde ou “You and Me” dos Disclosure, que tocaram dois dias depois, no palco principal, fizeram parte do concerto.  Mas ao início com o seu single mais recente, “Some Minds”, mostrando logo ao que vinha, ou seja, pôr toda a gente a dançar durante uma hora.

Metronomy

Metronomy

E agora damos um salto até ao palco mais importante: o Palco NOS. E começo por James Bay. Embora não tenha ouvido praticamente nada do concerto de James Bay, apenas ouvi ao fundo logo quando entrei, gostei do ritmo e da intensidade que o britânico punha nas suas músicas. Esperava músicas mais calmas, mas ouvi exactamente o contrário. De Ben Harper também não ouvi grande coisa. Mas assisti totalmente ao concerto dos Alt-J, que apesar de me terem deixado contente, dado que tocaram as minhas músicas preferidas, estiveram sem a energia que se pediria. E sim, eu sei que as músicas deles são essencialmente mais calmas e ainda tentaram interagir com o público que cantou a alto e bom som as clássicas “Matilda”, “Taro”, “Fitzpleasure”, “Tesselate” ou ainda “Something Good” e “Breezeblocks”. Do novo álbum até tocaram “Hunger of the Pine”, “Left Hand Free” e “Every Other Freckle”, mas a meu ver, deveriam ter feito uma ordem de músicas equilibrada, entre aquelas mais mexidas ou que iriam fazer o público cantar, e dançar, e as mais calmas.

Alt-J

Mas para mim, e para muita gente, o melhor concerto da noite e, porventura, o melhor concerto do festival, foi o dos Muse. Os britânicos arrasaram e fizeram questão de mostrar, o porquê de serem consideradas uma das melhores bandas ao vivo. Começaram logo com “Psycho” do seu novo álbum, Drones. Mas para quem não conhecesse tão bem o seu novo disco, os Muse não foram de modas e deram logo o “Supermassive Black Hole”, que levou o Passeio Marítimo de Algés à loucura. Voltaram a tocar uma de Drones, mas e seguida deram logo “Plug In Baby” para as gargantas afinarem e as guitarras serem logo postas à prova, ou vice-versa… E depois? Bom, depois seguiu-se “Dead Inside”, que fez com que mesmo quem não conhecesse bem a música, gritasse ao mesmo tempo que Matt Belamy cantava e pulava em cima do palco. E esta energia foi constante durante o concerto, foi assim com “Hysteria”, com “Madness” – excelente passagem aliás, de um solo de bateria brutal – foram rapidamente a The 2nd Law, para presentear o público com “Madness”, e ainda “Supremacy”. Ainda houve tempo para o público todo entoar “Starlight” e “Time is Running Out”, antes de os Muse fazerem uma pausa. Seguiu-se o encore,  onde os britânicos vieram ao palco com “JFK” e fizeram os fãs ir à loucura com “Uprising”, antes de finalizarem com “Knights of Cydonia” que teve direito a uma intro com harmónica e tudo.

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Muse

Deste concerto fabuloso, destaco a energia que os Muse tiveram em palco, a excelente setlist, embora pudessem ter colocado também “Undisclosed Desires”, “Resistance” ou “Stockholm Syndrome”. Contudo a falta destas músicas não abalam em nada a excelente performance dos britânicos. Concerto cinco estrelas!

Muse

Matt Bellamy

Passemos ao 2º Dia: 10 de Julho. Começando mais uma vez pelo RAW Coreto, o artista que eu assisti a tocar foi …… Fernando Alvim. É verdade, o radialista, apresentador e mais uma série de coisas é também DJ (ou como o próprio gosta de dizer MD – Mete Discos). Passei por lá, por acaso, embora soubesse que Alvim estava a tocar, mas mais uma vez fui surpreendido com uma música, desta vez era uma dos Nirvana. “E que música era essa?”, pergunta o/a caro/a leitor/a. Pois bem era ‘só’ a “Smells Like Teen Spirit”. Ora sendo uma das minhas músicas preferidas, o/a caro/a leitor pode perceber que comecei logo a cantar ao som da voz de Kurt Cobain e, ao som das guitarradas do mesmo, do baixo de Novoselic e da bateria de Grohl. Mas não foi só esta, como um ‘bom maluco’ que Fernando Alvim é, passou para uma música mais latina e finalizou como um set original deve terminar, “La Macarena”. E sim caro/a leitor, eu fiz a coreografia! Mas alguém consegue ouvir a “La Macarena” e não fazer a coreografia?

Do Palco Clubbing, gostei de ouvir o som que os Skip & Die apresentaram, mas dado que só ouvi mesmo a última música, não posso falar muito. Posteriormente, assisti ao set do DeeJay Kamala, onde só se ouviu Hip Hop português, num concerto cheio de convidados, desde os mais conhecidos, até aos mais desconhecidos do grande público. Mas Kamala mostrou ao que vinha logo quando na primeira música apresentou Virgul, que veio cantar “Duía”. Um começo em grande, pondo todo o público presente do Clubbing a cantar! Seguiram-se os MGDRV (lê-se Mega Drive), que aproveitaram a energia presente na tenda e fizeram um pedido ao público com o “Salta Só”, a que se seguiu “Abana a Cabeça”. Em 10 minutos o público do Clubbing já estava ‘quentinho’ e, ainda mal tinha começado o concerto. Veio ainda NBC, Tequilla, Sir Scratch, Agir, Héber Marques (dos HMB) Filipe Gonçalves, que era aliás o MC de serviço e que aproveitou para pedir que as Joanas dançassem, ao som do seu “Dança Joana”, mas também um dos maiores nomes do Hip-Hop português, Sam the Kid, que deu a quem assistia ao concerto um cheirinho de Orelha Negra, com a sua parte de “Solteiro”. Foi uma surpresa agradável este set de Kamala, dado que não conhecia e fiquei muito bem impressionado.

Do Clubbing para o Palco Heineken, assisti a um pouco de Kodaline e fiquei muito bem impressionado, não só com a banda, mas com a reacção a cada música que os irlandeses tocavam. Tiveram talvez uma das melhores recepções que se podia pedir, o público que assistia ao concerto cantava todas as canções dos Kodaline. A voz suave de Steve Garrigan encantou muita gente que estava a assistir, muito graças a músicas como “High Hopes” e “Coming Alive”, mas também, “Ready”. Ainda no Palco Heineken, assisti ao final de James Blake onde cantou “Retrograde” e acabou com “The Whilhelm Stream” com muita gente a cantar consigo.

Marcus Mumford

Marcus Mumford

Passando agora ao Palco NOS, assisti a Mumford & Sons, que fizeram uma mistura entre o Folk que caracterizou os dois primeiros álbuns com o Rock electrónico deste terceiro. Foi uma mistura que embora estranha, não foi má. Parecia que seria uma noite a lembrar o bom concerto de 2012, quando Marcus Mumford e companhia abriram com “Snake Eyes”, seguido da energia de “ I Will Wait”, para depois acalmarem na balada “Lover of the Light”. Porém, não foi um concerto onde o público cantou tudo, ou quase tudo, talvez pelo facto de Wilder Mind, ainda ser recente. Mas a energia não faltou, até porque os Mumford não deixaram de fora as famosas, “Ghosts That We Knew” e “The Cave”, no regresso do banjo. E no encore, lá foram até “Hot Gates”, mas não podiam obviamente esquecer a “Little Lion Man”, e não quiseram terminar, até devido ao belo luar sem, “The Wolf”. Claro que para os fãs ‘antigos’ de Mumford, faltaram algumas músicas no seu setlist como “Holland Road”, “White Blank Page” ou “Lovers Eyes”.

Depois dos Mumford & Sons, seguiu-se o headliner do dia, The Prodigy. E os britânicos não fizeram a coisa por menos, foram pesados, foram enérgicos, ou seja, foram os Prodigy de sempre! Num palco com luzes strobe a piscar intensamente e com umas enormes grafonolas, para fazer o som ecoar ainda mais alto do que é normal num concerto de The Prodigy! Começam com “Breathe” do seu álbum mais famoso, The Fat of the Land, o que fazia prever que não seria um concerto para gente sem pedalada. A partir daí nunca mais se parou à frente do Palco NOS. Seguiu-se “Nasty”, para depois vir “Omen”, outra das mais famosas do duo britânico. E quem não tinha ido ainda à loucura, ou se o mosh ainda não tivesse gente suficiente, “Firestarter” fez questão de colmatar essas ‘falhas’. Depois, foi continuar a saltar e a pular por “The Day is My Enemy”, música que dá nome ao mais recente trabalho dos Prodigy, até que chegou “Vodoo People” e a locura instalou-se de novo! Antes do encore, ainda houve tempo para o espaço disponível para dançar e saltar ser demasiado pequeno, quando “Smack My Bitch Up” passou pelo Palco NOS. Foi literalmente gritar o refrão, “Change my picture, Smack my bitch up”!

Enquanto tocavam e cantavam ouviam-se gritos entusiasmados da multidão, alguns deles surgiram mesmo atrás de mim. Se o concerto durasse muito mais tempo, não ficaria surdo devido ao volume das músicas dos britânicos, mas sim devido aos gritos de uma fã em particular. Para acabar de forma correcta, os Prodigy deixaram um pedido ao seu público, um pedido em forma de música, “Take Me to the Hospital”.

Dead Combo

Dead Combo

E chega, por fim, o 3º e último dia do NOS Alive 2015: o dia 11. Neste dia assisti a menos concertos, por ter chegado mais tarde ao recinto, mas isso não me impediu de ver a banda que mais queria ver no Palco Heineken: os portugueses Dead Combo. Pedro Gonçalves e Tó Trips, receberam o público num cenário a fazer relembrar o dia dos mortos mexicano. Numa tenda à pinha, os Dead Combo apresentaram o seu álbum mais recente, A Bunch of Meninos, música que não faltou na seu concerto. Quem também não faltou foram os bateristas Sérgio Nascimento e Isaac Achega, que ajudaram a compor o palco. Com um público bastante enérgico e pronto para dançar ao som dos riffs das guitarras, Tó Trips e Pedro Gonçalves tiveram ainda tempo de tocar “Lisboa Mulata”, mas no fim não se esqueceram dos gregos, presenteando os presentes com “Zorba, o Grego”, com a bandeira grega como fundo.

No palco Heineken já só ouvi mais uma banda, os Chromeo, mas devido a serem a última banda a tocar no NOS Alive de 2015, a tenda do Heineken estava que nem ‘sardinha em lata’, sendo assim impossível para o comum dos mortais passar muito tempo sem ser esmagado. Por essa razão, saí ainda na primeira música.

Sam Smith

Sam Smith

Já no palco NOS, cheguei ainda a tempo de ver Sam Smith de fazer um brilharete! O jovem britânico, galardoado com 4 grammys, teve dos melhores concertos no main stage. Quando cheguei ao palco NOS, já Sam tinha cantado “I’m Not the Only One”, entre outras músicas. Mas ao aproximar-me do palco reparo que o britânico está a fazer um cover de Amy Winehouse, com “Tears Dry on Their Own”, mas num estilo diferente do original, dado que estava também misturado com “Ain’t no Mountain High Enough”. Com uma excelente banda por trás e acompanhado por um excelente coro de três cantoras, passa por “Can’t Help Falling in Love” e “Lay Me Down”. Seguidamente, pergunta ao público se conhece “La La La” de Naughty Boy, música onde Sam empresta a sua voz. E vai aos agudos quando passa por “Money on My Mind” e por “Latch”, mas sem os seus amigos Disclosure, que viriam a encantar mais tarde no mesmo palco. Antes de se despedir, Sam Smith passa por “Make It to Me” e acaba dizendo que adora Portugal, que fomos dos melhores públicos que já teve e pede ao público que fique com ele em “Stay With Me”. Magnífico concerto!

Chet Faker

Chet Faker

Avanço uns bons metros e chego à segunda fila antes do início de Chet Faker. O australiano não era novidade para o público português, tendo tocado duas semanas antes no Coliseu de Lisboa e ainda no Lux Frágil, mas também no ano passado no mesmo festival. E Chet como bom artista que é, não deixou as coisas por mão do alheio, começa com “Cigarettes and Chocolate” e segue por aí fora, com “Melt” e “No Diggity”, tinha já todo o público do seu lado. Depois foi sempre a somar e a seguir, com “Drop the Game”, “I’m Into You”, “Blush” e “1998”. Até aqui o australiano andou a saltar de um instrumento para outro, praticamente em todas as músicas, mas a energia não parava, houve ainda tempo para uns “Cigarettes and Loneliness” e um toque de Midas, com “Gold”. E por fim, aquela que não podia faltar, “Talk is Cheap”, com a qual conquistou muito do público ali presente que sabia a maioria, se não mesmo todas as músicas tocadas. Foi um concerto delicioso!

Disclosure

Disclosure

Para o fim ficaram os Disclosure, mas não sentiram a pressão, muito pelo contrário. E se dúvidas houvessem mostraram-no logo com “White Noise”. Os irmãos mostravam assim ao que vinham. Seguiu-se “F for You” e depois diziam ao público “Grab Her”. Acompanhados de uma panóplia de instrumentos, a verdade é que o espectáculo não se cingia apenas ao palco onde tocavam Guy e Howard Lawrence, dado que tinham a excelente companhia de imagens que passavam nos ecrãs gigantes e no ecrã atrás deles. Numa setlist onde puderam ainda apresentar algumas músicas de Caracal, disco que ainda sairá este ano, coube ainda “Help Me Loose My Mind” e uma que já tinha sido cantada por Sam Smith, “Latch”, mas desta vez num jeito mais electrónico. Pena que em nenhuma das vezes em que foi cantada, a música tenha tido direito a participação especial de nenhum dos intervenientes.  Foi um bom concerto que agitou muita gente e deixou fazer o gosto ao pé.

No geral, a maior surpresa foi mesmo o set de Deejay Kamala, com o Hip Hop português e cheio de participações especiais. Mas também os bons bocados de concertos que assisti no Heineken, Metronomy e Kodaline.

A maior desilusão vai, infelizmente, para Alt-J e em parte também para os Mumford & Sons. Se num caso, o problema foi a energia (Alt-J), o outro foi a presença constante de músicas do novo disco que ainda não caiu nas graças do público português (Mumford & Sons).

Imagem do público durante o concerto de Muse

Os melhores concertos foram os de Muse, que com confettis e com bolas, a fazer lembrar planetas, deram um excelente e magnífico concerto, o de Sam Smith, que me surpreendeu pela positiva, pela capacidade de preencher o palco, não só com a banda, mas também com a sua voz. O terceiro lugar do pódio é partilhado, a meu ver, por Dead Combo, Prodigy e ainda Chet Faker.

E para o/a caro/a leitor/a, quais foram os melhores concertos?

Sugestão do Mês

E se na crónica anterior vos deixei com Chet Faker, desta vez deixo-vos com Muse. E com uma das músicas que mais gostei de ouvir ao vivo no NOS Alive 2015: Madness!

Até para o mês que vem! E já sabe, até lá, cante e dance ao som das suas músicas preferidas.

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