História

A Independência de Timor-Leste

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Timor-Leste, oficialmente República Democrática de Timor-Leste, que geograficamente se encontra no sudeste asiático nas Ilhas Lesser Sunda é a ilha mais oriental das pequenas ilhas do arquipélago de Sunda que, fica a Este do Arquipélago Indonésio. Tem como Língua Oficial o português e o tétum e a sua capital é a Cidade de Dili. É uma ex-colónia portuguesa, colonizada por Portugal no século XVI.

Após o 25 de Abril de 1974, a 28 de Novembro de 1975, a Frente Revolucionária para a Independência de Timor-Leste (FRETILIN), declara a independência do País. A proclamação foi feita nas montanhas por Francisco Xavier do Amaral, mas com a proclamação da Independência de Timor-Leste assiste-se ao início da guerra civil. Perante estes acontecimentos a Indonésia, a pretexto de proteger os seus cidadãos no território Timorense, invade a parte Leste da ilha, tornando-a na sua 27º província.

No ano de 1996, José Ramos-Horta e o bispo de Díli, D. Ximenes Belo receberam o Prémio Nobel da Paz pela defesa dos direitos humanos e da independência de Timor-Leste. Quando decorria o ano de 1998, deu-se a queda do poder de Suharto, um General que foi o segundo Presidente da Indonésia entre 1967 e 1998.

Com a sua queda da Presidência, B.J. Habibie assumiu a Presidência da Indonésia e acabou por concordar com a realização de um referendo onde a população votaria pelo sim, se quisesse a integração na Indonésia com autonomia, e pelo não, se preferisse a independência. O referendo foi realizado no dia 30 de Agosto de 1999 e o Povo Timorense rejeitou a autonomia proposta pela Indonésia e escolheu assim, a independência.

Representação artística da bandeira de Timor Leste (Autor Anónimo)

Representação artística da bandeira de Timor Leste (Autor Anónimo)

Algumas milícias anti-independência, armadas por membros do exército indonésio descontentes com o resultado do referendo, não aceitaram a votação e efectuaram inúmeros assassinatos, cuja repercussão foi internacional.

Este acontecimento deu origem a uma enorme solidariedade internacional, em que se exigia a rápida intervenção, principalmente das Nações Unidas, para terminar com todos aqueles massacres. Em Portugal o impacto foi grande, tendo havido muitas manifestações populares de norte a sul do país de apoio ao Povo Timorense.

Assim, a 18 de Setembro de 1999, assistiu-se à intervenção das Nações Unidas que, liderou uma força militar internacional composta por um contingente de capacetes azuis. Inicialmente eram 2500 homens mas mais tarde esse número subiu para os 8 mil homens (incluindo australianos, britânicos, franceses, italianos, norte-americanos e canadianos, entre outras nacionalidades), tudo com o objectivo de terminar com os massacres e auxiliar no processo de transição e na reconstrução do país.

Com o decorrer do tempo a situação ficou controlada e houve um progressivo desarmamento das milícias. Alguns timorenses que se encontravam no exílio puderam finalmente regressar ao seu país. Um deles era Xanana Gusmão, que a 14 de Abril de 2002 viria a ser eleito Presidente da República de Timor-Leste.

A 22 de Março de 2002, realizaram-se eleições para a Assembleia Constituinte que elaborou a actual Constituição de Timor-Leste, que passou a vigorar no dia 20 de Maio de 2002 proclamando-se a partir desse dia a independência de Timor-Leste, perante a comunidade internacional.

Hoje é assim um dia histórico pois cumpre-se mais um aniversário da independência total de Timor-Leste.

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