ESPECIAL

Hannah Epperson – Entrevista Exclusiva (Parte I)

loading...

Hoje tenho o enorme prazer de vos trazer mais uma entrevista exclusiva do Ideias e Opiniões. Desta vez largamos as amarras e partimos em direcção ao calmo, e pacífico, Canadá. Porquê? Porque é daí que vem a Hannah Epperson, a cantora de quem todos vão falar, e que todos vão ouvir, quando lerem a primeira parte desta entrevista.

Hannah Epperson pode ser um nome comum para si, mas isso mudará depois de ler esta entrevista. Se for como eu adora ouvir música e descobrir jovens promessas nacionais e internacionais mas…é péssimo com nomes. Ou seja, a sua memória apenas se recordará da música e nunca dos nomes de quem as toca/canta. Pois desta vez aposto que se vai recordar do nome em causa.

É que por mais fraca que seja a sua memória ninguém se esquece de Hannah Epperson. Porquê? Porque tem um talento do tamanho do mundo. Porque nos vamos envolver com a sua música cativante e as suas letras profundas. Porque a sua inteligência e visão do mundo nos vão conquistar. Porque se torna inacreditável ainda não ser um fenómeno planetário.

Esta é a primeira de duas partes onde poderá conhecer melhor uma das cantoras-sensação da actualidade. Não se esqueça de regressar ao Ideias e Opiniões amanhã para ler a segunda metade desta conversa absolutamente imperdível. Para ler, mas acima de tudo para ouvir e interiorizar, aqui:

Capítulo 1 – A Infância

Quais foram as suas influências musicais da sua infância/adolescência Epperson? Estas influências foram importantes no período de construção da sua identidade musical?

Eu acho que ás vezes tomo por garantido o quão imersa estava numa cultura musical enquanto era criança. Os meus pais eram ávidos ouvintes de música e pouparam todos os cêntimos para conseguirmos ir a concertos em Salt Lake City. Este tipo de cultura musical facilitou e tornou mais natural a minha participação enquanto colaboradora musical durante o meu crescimento.

Nós ouvíamos toneladas de discos de música clássica e de folk, e coisas mesmo importantes – Shostakovich, Bach, Bartok, Ravel e ainda, Pentagle, Pete Seegers, Peter Gabriel. E depois eu tinha a influência dos meus irmãos mais velhos, por isso eu estava a ouvir o “Pablo Honey”, dos Radiohead, e a discografia inicial da Björk durante os meus anos na primária. Esta vasta diversidade de influências afectou, sem dúvida, a minha própria identidade musical, que eu sinto que é muito fluída e versátil.

Toca violino desde sempre, o que me faz perguntar: Porquê o violino Hannah? Imagina-se a tocar outro instrumento? Que instrumento gostaria de saber tocar? Está a planear aprendê-lo?

Eu acho que quis tocar violino por ser uma versão mais pequena do violoncelo, que o meu irmão Nick começou a tocar quando eu tinha 5 anos. Eu acho que originalmente queria tocar flauta, mas os meus pais não me deixaram, porque não queriam que eu ficasse só a tocar reportório de flauta quando fosse mais velha. Estou sempre a pensar noutros instrumentos quando tenho acesso a eles. Tenho vindo a pensar seriamente em ter uma guitarra eléctrica há cerca de dois anos, e eu juro que assim que arranjar uma casa própria vou ter uma!

De todas as vezes que a oiço, ou leio, a falar sobre o violino, fico com o sensação que criou uma ligação tão forte com este instrumento, que quase que o vê como se fosse uma pessoa real que estivesse em palco consigo. É justo dizer que o violino é quase como uma extensão do seu corpo, da sua mente e todo o seu talento e criatividade Epperson?  

Eu não acho que nunca cresci daquela fase de imaginação selvagem que temos enquanto crianças.  Sabe, onde pode imaginar a existência de uma vida em tudo o que te rodeia, nas árvores, nos teus peluches, na comida no prato… E por isso sim, eu diria que tenho uma ligação particularmente profunda e vivida ao meu violino. Tem um carácter muito forte, que eu por vezes adoro e desprezo. Nós vivemos muito em conjunto, tantas aventuras inacreditáveis a solo. E o meu violino é uma espécie de artefacto, ou um codex do meu trajecto inteiro, desde a adolescência à idade adulta.

Para quando uma música especial com a sua família ou com um videoclip com imagens que foram gravadas na sua cozinha, a recrear as suas tardes de criança?

Eu sou extremamente próxima da minha família, especialmente dos meus pais. Eu acho que nunca existiu um desejo ou ambição de recriar momentos do passado, mas nós temos uma história bastante profunda e partilhada, por isso quando estamos juntos, as novas experiências e conversas estão ligadas e amarradas à história rica da minha família.

Isto é algo que é inestimável para mim, porque eu me mudei imenso quando era criança, e continuo a mudar-me constantemente, e por isso há muito poucas pessoas que me conheçam há muito tempo.

Epperson quando pensa na sua infância considera que o seu violino, e tudo o que ele trouxe para a sua vida, foi importante na sua evolução, no seu crescimento e maturidade?

Eu acho que tocar violino foi uma ferramenta importante para o meu desenvolvimento, em diversas formas. Sobretudo na aprendizagem do valor da disciplina. Eu sou descuidada de várias formas, uma pessoa de espírito livre, mas eu sei que gostar de viver espontaneamente, requer primeiramente uma imensa disciplina e diligência.

Pode parecer óbvio, mas eu vejo imensas pessoas que vivem a vida com um sentimento de direito sem se esforçarem. Não sei se faz sentido o que eu estou a dizer… Eu também levei o meu violino por todo o mundo enquanto crescia, e tenho conseguido usá-lo para entrar em “diálogo” com tantas pessoas tão diferentes. Por isso é que também tem sido tão enriquecedor crescer desta forma com um instrumento.

epperson

“Eu adorava fazer um álbum para crianças um dia, isto se eu não me tornar numa professora primeiro!”

Criativamente falando usa referências, experiências, pensamentos e lugares da sua adolescência Hannah?

Eu acho que é impossível NÃO referenciar as nossas histórias, mesmo que não o estejamos a fazer conscientemente. Acho que a intuição é o que nos leva a sentir mais a música, vem da síntese de toda a informação e estímulos que foram experienciados nas nossas vidas… por isso sim, eu definitivamente acho que muita da minha criatividade e riqueza emocional deriva da minha infância, adolescência e das coisas que me envolvem nos meus ambientes.

Para quando um álbum só dedicado às crianças? Eu pergunto isto porque quando ouvia a sua música e o seu sentimento, eu pensei no quão bem seria aceite pelas crianças!

Isso é óptimo de ouvir! Eu adorava fazer um álbum para crianças um dia, isto se eu não me tornar numa professora primeiro! Eu acho que as crianças são tão brilhantes, tão desinibidas de uma certa forma, que elas aproximam as coisas ao seu ambiente, e tão relutantes em levar as coisas demasiado a sério. Eu sinto que estar com crianças é uma das coisas mais gratificantes do Mundo, a nível de importância e criatividade. Por isso, obrigado por me encorajar a fazer um álbum para crianças… é melhor eu começar já!! (Risos)

Capítulo 2 – A Carreira

Quanto tempo separa o momento em que quis dedicar-se seriamente à musica, do lançamento do seu primeiro tema original Epperson?

Ah, essa é uma pergunta difícil de responder! (Risos) Acho que tenho uma forma de expressão e uma criatividade muito fluídas, por isso a maneira como eu expresso ou experiencio a música, a arte ou a narrativa é numa constante mudança. Isso significa que, por norma, tomo decisões de forma espontânea, quando me sinto inspirada! Mesmo quando lancei o meu primeiro álbum, Unsweep, a ideia global ocorreu-me de forma espontânea na primavera, quando estava em digressão, e como tal, comecei imediatamente a trabalhar nisso assim que voltei a Brooklyn em Junho.

Epperson sente-se sempre confortável na pela de cantora ou o violino quase a convenceu a apostar apenas em algo mais ligado ao lado instrumental?

Eu, de facto, nunca me senti confortável como cantora. Quando estive no liceu, e na universidade, toquei violino em imensos projectos diferentes com vocalistas extraordinários e, por isso, eu NUNCA quis cantar porque me sentia inferior a eles. Mas eu adorava cantar em pequena, e estou a começar a explorar os contornos da minha voz.

Acho que sou limitada enquanto cantora, mas como todas as limitações da vida posso usá-la para ser ainda mais criativa. Como tal, eu começo, finalmente, a gostar da minha voz… e em diversas maneiras, eu acho que o facto de eu tocar violino encorajou-me a experimentar a minha voz.

Vários músicos e cantores costumam escolher nomes artísticos para si ou para os seus projectos, criando quase uma segunda pele, mas sempre escolheu apresentar-se com o seu próprio nome. Considerou algo assim no início da sua carreira, ou uma carreira musical só faria sentido com o seu próprio nome?

Eu nunca considerei uma carreira musical, por isso não me ocorreu criar um nome diferente. De facto, começo a ter alguns desafios que advêm do facto de ter um projecto que partilha o meu nome próprio, mas sinceramente, não existe qualquer diferença entre a Hannah Epperson em palco, da Hannah Epperson fora dele. É a mesma pessoa, o que significa que há uma vulnerabilidade envolvida, e considero isso com uma oportunidade tremenda em trocar energias, especialmente em espectáculos ao vivo.

Lembra-se da primeira vez que subiu a um palco? Quando, onde e como foi esse momento? 

Eu acho que a primeira vez que estive em palco foi quando tinha 6 anos… Eu ainda ia à igreja nessa altura e era suposto tocar uma música no meu violino à frente dos membros da minha congregação, mas eu tinha um dente solto! Eu estava com tanto medo que ele caísse durante a actuação, que corri para a casa de banho das mulheres, arranquei-o e coloquei papel higiénico para tapar o buraco, e ainda consegui voltar a tempo para tocar a música!  Foi uma adrenalina brutal naquele momento, senti-me tão poderosa… Eu acho que esse sentimento pode nunca ter terminado.

Nunca a biografia de um artista me deixou tão curioso sobre as histórias engraçadas e bizarras que lhe aconteceram, como quando eu li a sua biografia! Que histórias é que pode partilhar connosco Epperson?

Oh meu Deus, esta questão é TÃO pessoal. Terá de esperar 40 anos e aí talvez eu me sente a escrever as memórias. No entanto, há uma história muito engraçada que eu posso contar… Foi em 2013, quando tive a primeira experiência de confronto com esta identidade bizarra, que é a de “artista”, que estava a deixar-me muito nervosa por dentro. Como tal, eu entrei num concurso de desenvolvimento de artistas chamado Peak Perfomance Project, e no fim de uma intensa semana de treinos, eu parti a perna ao andar a correr na floresta à noite.

Duas semanas depois, eu estava a voltar de barco de um festival, e o meu namorado da altura acidentalmente derramou um termo cheio de água a ferver em cima do gesso da minha perna! Por causa disso fiquei com uma enorme queimadura na parte de trás da minha perna partida. Esse verão foi super insano, e eu mergulhei num lugar muito obscuro. Nesse outono, lancei um EP de duas faixas chamado BURN [Queimadura], e no vinil está uma fotografia descritiva da minha perna queimada. Eu gostava que fosse a única história que eu tivesse para contar, mas tenho tantas…(risos)

Isto traz-nos a 2011 e ao EP Home Batch. O que a inspirou a escrever essas cinco faixas Hannah? E sobre quem caiu a responsabilidade do grafismo?

Home Batch foi uma colecção de canções que eu gravei com um microfone de má qualidade e um amplificador de bateria no quarto do meu irmão. Eu não sabia nada de gravação – mesmo nada, a não ser gravar um single numa versão do ProTools já antiga. Mas eu gravei cópias disso num disco e vendia-os em pequenos espectáculos. Este dinheiro foi todo para pagar as minhas propinas na Universidade.

Depois de ouvir o seu primeiro EP tenho de lhe dizer: Que talento em estado puro! É impossível não ser conquistado pelos ritmos e ficar surpreendido pela sua voz! É perceptível a raiz das suas ideias e a ansiedade que tinha em partilhar essas cinco faixas com o Mundo. O lançamento do seu EP foi a mudança necessária para acreditar que era possível ter sucesso na música?

Que palavras tão generosas! Eu acho que retirei esse EP da internet quando eu comecei a rodear-me de pessoas que se consideravam “músicos profissionais”. Acho que foi em 2013 que eu, realmente, comecei a ter as primeiras noções do mundo da gravação e produção e, por isso, eu senti-me envergonhada do quão mal soavam essas gravações.

Chegamos a 2013 e ao Peak Perfomance Project. Epperson explique-nos, para quem nunca ouviu falar dessa competição, em que consiste e qual é o seu formato?

O Peak Performance Project é uma combinação entre um programa de desenvolvimento de música e uma competição de bandas indie que durou sete anos na British Columbia. Durante vários meses, eram entregues tarefas para cumprir aos participantes, sendo que eram seleccionados três vencedores para uma grande actuação, com base na execução dessas tarefas juntamente com o voto electrónico. Essas bandas posteriormente usariam esse dinheiro para construir a sua carreira musical.

Tinha como objectivo ganhar a competição? Que impacto teve o segundo lugar na sua carreira?

Eu entrei na competição porque pensei que me iria finalmente dar a oportunidade de eu me confrontar com a questão – eu quero mesmo ser “artista”?  E o que será preciso para isto ser mais que um hobby? Ficar em segundo lugar foi uma experiência que mudou completamente a minha vida, dado que eu ganhei dinheiro para fazer um álbum e financiar as minhas viagens para participar em projectos musicais, que de outra forma não poderia ter participado. Foi uma ENORME mudança, e estarei eternamente agradecida pelas oportunidades que tenho tido.

O seu disco seguinte saiu apenas em 2015. Porque é que Burn teve apenas dois temas? (Shadowless e Brother). É justo dizer-se que poucas musicas são tão pessoais para si como “Brother”?

O EP Burn foi, por acaso, um dos projectos que eu fiz para o Peak Perfomance Project. Nós tínhamos de fazer algo para ser vendido ao público, por isso eu escolhi fazer um pequeno conjunto de vinis de sete polegadas com essas duas canções, que são tão pessoais e que confrontam a minha experiência íntima com problemas mentais. “Brother” é possivelmente a música mais difícil de tocar ao vivo, porque o conteúdo é extremamente pessoal e profundamente triste para mim. Já não a toco frequentemente ao vivo.

E num piscar de olhos, chegamos a 2016 e ao Unsweep. Que aventuras e sentimentos colocou nessas cinco faixas Epperson? Conte-nos mais sobre a canção “Story (Amelia)” e o seu videoclip oficial!

Há tanto para dizer sobre o Unsweep, porque é um processo que tem sido orgânico e muito pouco apressado. As faixas cobrem um espectro enorme de temas – públicos, privados, políticos e tudo entre estes. Todas as letras para as músicas foram escritas muito espontaneamente em diferentes períodos de tempo, durante os últimos dois anos. Por isso eles assentam como camadas de rock sedimentar, catalogando na minha cabeça durante esse tempo. Escrevi a “Story (Amelia)” durante um fim de relação, muito doloroso, por isso a canção refere-se a isso.

Mas durante esse tempo eu pensei numa metamorfose, mudanças de estado – particularmente no processo de uma lagarta ao tornar-se numa borboleta, e na capacidade de manter as memórias apesar da mudança de estado. Pode ver, talvez, como esta metamorfose oferece um paralelo interessante, de uma separação ou perda – ambas têm como tema a ideia de mudança de estado.  No entanto, com o tempo a canção tem se vindo a distanciar da separação/fim de relação, passando mais a ser sobre uma relação entre a memória, corpo, o amadurecimento, a família e a ligação entre todas essas coisas. Isto era o que eu estava a explorar quando finalmente fiz o vídeo para a música.

Epperson o conceito deste álbum é, sem dúvida, algo completamente diferente de tudo o que se faz na música mundial, actualmente. Qual é a diferença entre as faixas “Amelia” e “Iris”? Este conceito prova que ainda há muito para ser experimentado na música mundial, nos dias de hoje?

“Amelia” e “Iris” são duas personagens secundárias de um guião em que eu estive a trabalhar muito, no ano passado, que se foca na personagem principal Skyler que, depois de ter uma quebra abrupta da realidade, localiza dois modos de ordem cósmica nestas duas personagens opostas. Então, eu recolhi este arco narrativo para o disco, para que eu pudesse explorar duas perspectivas diferentes, no mesmo leque de canções.

Este é um conceito importante na minha vida em geral: a noção de que há múltiplas realidade, às vezes em contradição uma com a outra, que podem ser simultâneas e igualmente viáveis. As pessoas à nossa volta estão a experienciar cada uma as suas realidades, e é importante perceber a viabilidade das realidades que, não têm de ser necessariamente compatíveis com a nossa. E, por isso, às vezes, essas múltiplas realidades podem existir dentro da nossa mente.  E enquanto algumas pessoas diriam que isto soa a esquizofrenia, eu acho que esta experiência é o que realmente dá riqueza e profundidade à experiência humana.

Já existe alguma data para o lançamento de Slowdown?

Não, ainda não…o álbum ainda não está terminado, e eu não sei quando vou conseguir fazê-lo. Mas espero que no início da primavera de 2017 esteja pronto!

Quais são as principais vantagens e desvantagens de uma carreira a solo? Há alguma altura em que pense, “Isto seria tão mais fácil/melhor se eu tivesse uma banda comigo…”?

É o melhor e o pior. Eu sou, de certa forma, uma criatura social, eu sempre adorei fazer parte de uma equipa, mas estou muito grata pelo espaço que construí para este projecto a solo. Tem sido uma experiência importante para mim, poder sentar-me e questionar o que me motiva e o que me move, de uma maneira tão verdadeira. Acho que tenho a tendência para me comprometer quando estou numa sociedade de outros, e é tão bom ter o controlo total do que faço no meu projecto, sem ter de me desculpar.

Mas, ao mesmo tempo, é um trabalho tão só. Eu tenho estado tão afastada dos meus amigos mais antigos, da universidade e, dado que eu ando por onde quero, começo a sentir-me, quase sem algo a que chamar casa. Ás vezes é muito desafiante e só. 

Hannah Epperson pode explicar-nos em que consiste o seu projecto CHURCH? Há a possibilidade de uma colaboração de uma artista português neste projecto?

CHURCH é um projecto que eu gostava de ter desenvolvido mais, mas tinha dois objectivos: o primeiro era juntar uma série de performances que combinavam numa forma de expressão artística interdisciplinar, por isso, em vez de uma noite só de música, haveria contadores de histórias, artistas de projecção, palhaços, pintores, todos a contribuírem para um espaço onde expunham os seus talentos. Eu tenho reparado na tendência das pessoas se rodearem de pessoas que partilham das mesmas formas de expressão e, como tal, eu quis criar a minha própria série, onde havia uma maior colaboração entre artistas.

O segundo objectivo era convidar pessoas a aproveitarem a celebrar esta expressão artística numa igreja! Vivemos numa era muito secular e as pessoas já não acreditam muito nas instituições religiosas… e isso entristece-me, porque há inúmeras coisas maravilhosas que a comunidade da igreja pode oferecer: o convite para a participação intergeracional é especialmente importante para mim. Era interessante criar algo do género de uma “planta” deste CHURCH, porque acho que iria, sem dúvida, resultar como um projecto ou um programa em qualquer lado do mundo. Seria tão fixe ver um projecto como o CHURCH resultar em Portugal!

P.S: Esta é a apenas a primeira parte desta entrevista! Amanhã, dia 10 de Outubro, será publicada a segunda, e última, parte onde poderá conhecer um pouco melhor os gostos, pensamentos e sentimentos da Hannah Epperson!

Agradecimentos: Hannah Epperson (pela generosidade com que encarou esta entrevista) e aos meus colegas, e bons amigos, Vasco Wilton e Viriato Queiroga (sem a sua ajuda na tradução da entrevista seria impossível publicá-la tão depressa e de forma tão perfeita).

1 Comment

Mais Lidos

loading...
To Top