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Drag Racing: The Need For Speed

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Seja bem-vindo caro Leitor! Este mês trago algo diferente. Trago uma modalidade que tem bastante expressão nos Estados Unidos da América, assim como no velhinho continente europeu. A modalidade desportiva que venho apresentar faz parte do ADN americano, isto é, a modalidade que irei falar prima pela pura potência. Aqui não interessa o quão rápido se é, interessa sim ser o primeiro a passar a meta. Não importa se ficou 0,001 ou 1 segundo à frente do adversário. Vitória é vitória, independentemente da margem conquistada. Aqui o que interessa é ser mais rápido que o adversário, mas ao mesmo tempo ter um estilo e uma imagem própria, como se de uma máscara de Carnaval se tratasse, tendo como objetivo de esconder o que “para lá do que se vê”. Venho portanto falar das tão famosas Drag Races.

O sistema de corrida é bastante simples. Antes de cada prova os pilotos têm oportunidade de realizar uma série de burnouts de forma a aquecerem os pneus e a colocarem mais borracha em pista, o que permite uma maior aderência no arranque, assim como uma quantidade menor de energia desperdiçada pelo binário do carro. Depois do correto aquecimento, é dada a partida e os 2 pilotos têm que percorrer cerca de 1/4 de uma milha, o equivalente a 402 metros, no menor tempo possível. No fim da prova a velocidade, o tempo decorrido e o tempo de reação do piloto são medidos e divulgados ao público. Regra geral, aquele que perder a corrida é automaticamente eliminado enquanto que o vencedor volta a correr contra outro piloto vencedor, até se chegar à final e se encontrar o campeão. É, portanto, um sistema de eliminação padrão em que podem concorrer 4, 8 ou 16 pilotos.

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O Drag Racing é uma modalidade que incorpora uma lista infindável de classes. Cada classe tem características, restrições e requisitos próprios sobre peso, cilindrada, combustível etc. Algumas classes possuem ainda um conjunto de subclasses. No que toca à classe profissional existe alguma arbitrariedade. A NHRA (National Hot Rod Association) apresenta um leque de modalidades profissionais, ao passo que a FIA distingue outras classes. No entanto existem 7 classes principais:

  • Top Fuel Dragster: Classe topo. As maquinas que correr aqui são as mais rápidas do planeta, podendo percorrer 400 metros em apenas 3,8 segundos, com velocidade registadas na orla dos 520km/h.
  • Top Fuel Funny Car: Veículos semelhantes aos homologados para a classe anteriormente mencionada, mas estes possuem uma diferença entre eixos menor e um corpo de fibra de carbono que vagamente se assemelha a um automóvel de produção. Percorrem a pista em 4 segundos e com velocidades a rondar os 500km/h.
  • Pro Stock: Carros relativamente mais lentos, mas capazes de percorrer a distancia completa em “apenas” 6.4 segundos e com velocidades registadas na casa dos 330 km/h. São carros com motores capazes de atingir as 10.500 rpm e os 1300 cv de potência.
  • Pro Modified/Top Doorslammer: carros limitados no motor, mas com uma forte dose de potência. A utilização de Oxido Nitroso e de turbocompressores é permitida, o que permite uma dose extra de aceleração.
  • Top Alcohol Dragster: Também conhecido como Top Metanol Dragster (FIA). Podem ser semelhantes com os carros da classe Top Fuel, mas têm diferenças significativas. São carros alimentados a metanol e registam tempos um pouco mais lentos que a classe rainha (5.1 segundos) e podem atingir velocidades bastante elevadas (450 km/h).
  • Top Alcohol Funny Car: Carros baseados na classe anterior, mas as restrições são ainda maiores, nomeadamente na transmissão (3 velocidades). Ainda assim são veículos capazes de atingir os 420 km/h com tempos um pouco mais lentos (5.4 segundos)

Independentemente de tudo, existe algo que une os pilotos de Dragster: o paixão pela velocidade. A paixão de querer ir mais além, de chegar a um limite e ver que ainda é possível atingir um patamar superior. O Dragster não é só pé a fundo, queimar borracha e cruzar uma linha meia dúzia de metros mais à frente. O Dragster também é um modo de ver a vida, mas acima de tudo é de conhecer os limites das máquinas, assim como dos próprios humanos.

Posto isto, só me resta desejar boas leituras…e da próxima vez que o caro leitor for acelerar não se esqueça de colocar o capacete!

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