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Discos Pedidos – O Pub do Vaticano

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Olá. Sejam todos muito bem-vindos à edição de Maio de 2017 dos Discos Pedidos, crónica escrita por mim, Bruno Custódio, que falhei a classificação de Santo pelo Papa, vá-se lá saber porquê. Maio é um mês de celebrações. O mês abriu com o Dia do Trabalhador, gozado maioritariamente por pessoas que não trabalham. Para muitos trabalhadores, o primeiro de Maio foi mais um primeiro de Abril porque, para eles, o feriado foi uma mentira.

Seguiu-se, no Domingo seguinte, o Dia da Mãe. Um dia que D. Afonso Henriques não compreende. Para ele, é como se os No Name Boys tivessem a celebrar o Dia dos Super Dragões. Nas palavras imortais e inventadas por mim do primeiro Rei de Portugal, “o inimigo é para quebrar e não para celebrar”.

Em Portugal, a festa maior já aconteceu. A vinda do Papa a Portugal do Papa Francisco, um Papa que veio revolucionar a relação entre a igreja e os fiéis. E não só, pois têm sido muitos os grupos cuja entrada na igreja estava vetada a ser recebidos pelo Papa, desde que este ocupou o cargo. Neste momento, a Igreja Católica é como um bar aberto e o Papa é o barman, aquele barman fixe que todos os clientes gostam, o barman mais fixe do mundo.

Até aqueles que não bebem deste álcool, os ateus, estão curiosidade em visitar o Pub do Vaticano e provar os famosos shots de água benta. O Governo português também contribuiu para que os ateus do nosso país acreditassem no Papa, quando concedeu tolerância de ponto para o dia 12 e são muitos aqueles que pedem mais visitas de Francisco ao nosso país. Não sabemos se ele se fará acompanhar pelos Djs Baltazar, Belchior e Gaspar, famosos por tocarem nos aniversários de Jesus há mais de 2 milénios, mas é certo que será uma grande festa. O Papa Francisco foi o primeiro ouvinte a ligar para participar nos Discos Pedidos e pediu a música “Vitorino, Bebe Mais um Fino” para dedicar a todos os fiéis e infiéis de Portugal, convidando-os para vir à sua festa.

Quem também se mantém fiel, é Bruno de Carvalho, no seu caso à greve de fome de títulos do Sporting. Na próxima temporada, ao entrar no campeonato, o presidente leonino irá pedir um cartão de prioridade para, assim, conseguir passar à frente do FC Porto e do Benfica na fila que é a classificação. Vistas bem as coisas, o clube de Alvalade reúne todas as condições para ser considerado um cliente, neste caso, clube prioritário.

Muita gente não sabe, mas o Sporting está grávido. Sim, é verdade e faz todo o sentido. Quando uma mulher está grávida, costuma dizer-se que está de esperanças e é assim que o Sporting está há 15 anos, com esperanças de ser campeão nacional. O problema é que estas águas nunca chegam a rebentar, tal como os foguetes que ficam guardados nos armários.

A próxima música foi pedida por Luís Filipe Vieira, em nome da nação benfiquista. A acompanhar bem de perto o longo jejum do Leão, o presidente do Benfica expressa um desejo para que este jejum se prolongue por muitos mais anos e dedica esse desejo a todos os sportinguistas. Para eles então, “Venham Mais Mil Anos”.

Superior à guerra entre Benfica e Sporting é a guerra entre os Estados Unidos da América e a Coreia do Norte. Donald Trump está desiludido pois a guerra não está a ser igual àquela que foi relatada por Raul Solnado e já pensou em desistir. No entanto, a guerra está marcada e parece ser mesmo para avançar, a não ser que alguém agrida o árbitro da mesma e esta seja suspensa.

A forma como a Alemanha perdeu a guerra ainda está bem presente na mente de toda a gente e, tanto o lado americano, como o coreano estão a tomar as devidas precauções para evitar uma derrota. Cada vez que uma coisa cai no chão, olham com muito cuidado ao seu redor antes de a apanhar, não vá serem apanhados de surpresa e custarem uma guerra ao seu país.

Preocupados com esta guerra estão também os jovens que vivem esta guerra de fora. Sabem que, quanto mais tempo durar e quantos mais acontecimentos tiverem, daí resultará uma dezena de páginas novas nos livros de História do 12º ano e o que aconteceu para trás não se apaga dos livros.

O próximo pedido chega-nos da América, do presidente Donald Trump. Ele quis dedicar aos norte-coreanos uma música que mostra toda a superioridade dos Estados Unidos da América e escolheu, para esse efeito, o hino de alguém que nunca perdeu as suas batalhas, os Power Rangers. Enquanto isso, os coreanos estão a tentar negociar com os japoneses as informações sobre as localizações de todos os Pokemons, que estão a tentar capturar de modo a derrotar os americanos. Está aberta a guerra.

Enquanto uns brincam às guerras, outros têm jogado à Baleia Azul, o jogo da morte. Este jogo consiste em 50 desafios violentos, cujo último é o suicídio. Em alternativa, os jogadores podem assistir a 50 horas seguidas de Love on Top, igualmente violento. Os desafios são entregues pelo curador às 4:20 horas da manhã e, alguns deles, envolvem ouvir músicas ou ver filmes de terror. Eu sei que o jogo foi criado na Rússia, mas aqui em Portugal não é necessário acordar tão cedo para o efeito, basta assistir a uma tarde inteira da TVI ao Domingo.

A nível físico, o desafio mais violento do jogo, envolve desenhar uma baleia no braço e depois cortar o braço com uma lâmina. Eu não servia para isto, até porque não sei desenhar e não o iria estar a exibir ao mundo. Ah, e quem faz regularmente a barba, coisa pouco usual nos dias de hoje, sabe que não se iria meter nem por nada num jogo que envolvesse lâminas a passar na pele. Nós jogamos à Baleia Azul, sim, mas à versão dos crescidos.

A última música desta edição dos Discos Pedidos surgiu de alguém que já teve problemas com uma baleia no passado, o Pinóquio e que deseja a morte a esta. Para a Baleia Azul, “The Kill”.

Esta edição dos Discos Pedidos tem o patrocínio das Pastilhas Rennie Dragarto. Agora com os novos packs de quatro, o TetraPack.

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