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Discos Pedidos – Happy New Discos

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Olá a todos. Sejam bem vindos a mais uma edição dos Discos Pedidos, a primeira de 2017! Antes de começar, quero desejar a todos os caros leitores, e aos baratos também, um Feliz Ano Novo. Ano Novo, que só foi realmente novo em Samoa ou no Kiribati. Quando o ano cá chegou já estava usado e meio sujo, vinha em segunda mão e em alguns sítios, as esperanças de um ano e uma vida melhor já tinha desaparecido.

E o que celebramos nós no Ano Novo? A aquisição de um novo calendário? O ano, por si, não é novo e original, é uma repetição do ano 2006 e de muitos outros antes dele. E a comida? Porque é que as pessoas comem tanto nestas noites de festas? Paíra no ar o medo que não haja comida no Ano Novo e que a única maneira de a ter é transportá-la no organismo à semelhança do que fazem os correios de droga? Para surpresa de todos, também havia comida em 2017. Não há é dinheiro, ficou preso na alfândega da fronteira de 2016 e 2017. Quem não ficou preso fui eu e os Discos Pedidos, que continuam a trazer música ao Ideias e Opiniões, seja aqui ou nas Ilhas Cook, onde ainda andavam as pessoas a fazer as compras para a noite de passagem de ano e já os australianos andavam a lamentar-se o quão igual o novo ano era relativamente ao anterior. Vamos então já partir para os primeiros Discos Pedidos de 2017 pedidos pelos nossos ilustres leitores.

Nesta altura do ano, já muitas resoluções de Ano Novo foram quebradas. E por isso mesmo é que se chamam resoluções de Ano Novo. Se fossem para durar, chamar-se-iam resoluções de Ano Inteiro. Como diria Paulo Portas, estas são resoluções irrevogáveis. O número de consumidores de tabaco sobe drasticamente nos primeiros minutos do ano, à conta de todos aqueles que prometeram deixar de fumar e desistiram minutos depois. O aumento do número de consumidores de tabaco contrasta com a queda de consumidores de ginásio que, por sua vez, diminuíram de uma forma também muito drástica. A única coisa que mantém os ginásios activos são as pessoas que pagam as mensalidades para irem tirar fotografias para as redes sociais. Essas mesmas mensalidades pagam a manutenção dos aparelhos que não são usados para o seu propósito, mas sim como bons adereços de fundo para essas mesmas fotografias. Atendendo às suas funções actuais, a um ginásio para ficar perfeito não faltam pessoas a fazer exercício, mas sim a possibilidade de se tirarem lá fotos tipo passe. Não precisamos de estúdios fotográficos quando temos ginásios abertos. A primeira música de 2017 é-nos pedida através do Gilberto Antunes, dono de um Ginásio em Massamá e pediu-nos a música “#Selfie” para dedicar a todos os seus estimados clientes.

O início deste novo ano fica também marcado pelos muitos aumentos nos preços. Com toda esta onda de aumentos, eu enchi-me de esperança, mas fui consultar a minha conta bancária e percebi que as minhas possibilidades de enriquecer não faziam parte dessa lista. As pessoas pequenas também pensaram que o seu tamanho iria sofrer um aumento, mas esse ficou-se apenas pela barriga. Elas bem culpam o Governo, mas não foi o António Costa que lhes colocou todo aquele banquete na mesa nas noites de Natal e de Passagem de Ano. E foi António Costa, o segundo participante desta edição dos Discos Pedidos. O Primeiro Ministro comparou um balão a uma carteira. Cheia de ar por dentro e com o dinheiro sempre a sair para fora dali por causa desse ar. “Sobe Sobe Balão Sobe” para todos os portugueses.

Cristiano Ronaldo acabou 2016 e 2017 com sucessivas eleições para melhor jogador do mundo. E tem uma namorada nova. O ego de Ronaldo renasce das cinzas como uma fénix e voa tão alto que consegue ver a Terra a partir das estrelas. A separação da France Football e da FIFA na distinção do melhor jogador do Mundo trouxe um novo troféu, mais um com quem Cristiano Ronaldo vai querer partilhar a cama, como fez com a taça que Portugal trouxe de França. Após uns bons minutos de abraço, o jogador português já se terá habituado às formas da sua nova amiga, da sua nova taça e ligou para nós para lhe dedicar uma música, de Ed Sheeran, “Shape Of You”.

A grande figura de 2016 em Portugal foi Maria Leal, o Zé Cabra das novas gerações. Até se podia chamar Maria Bode, mas iria soar tão mal quanto as suas músicas e as suas coreografias. Ela pode ser má, mas faz um playback melhor que a Mariah Carey. Não queremos imaginar a Maria Leal a actuar num Times Square, mas podemos esperar tudo de um país que vai ter o Donald Trump como presidente. Para já, ela actua nas Galas da Casa dos Segredos e nas nossas linhas telefónicas, para pedir “Playback” para dedicar à Mariah Carey.

Esta edição dos Discos Pedidos foi patrocinada por Resoluções de Ano Novo, a meter o povo na pele de políticos uma noite por ano.

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