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Como ouviamos música há vinte anos

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Volta e meia dou comigo a pensar como o consumo de musica mudou tanto em tão pouco tempo e o curioso que os miúdos de hoje devem achar como era há vinte anos. Assim como a juventude de há vinte anos achava curiosa a forma com se consumia musica outros tantos anos atrás e assim consecutivamente até chegarmos aos tempos em que nem sequer havia gravação de musica! Mas não vou tão longe no tempo…

Há cerca de vinte anos recebi como presente de Natal, um walkman, algo vulgar no seu tempo mas que hoje provavelmente nenhum adolescente de 16 anos ouviu falar… Tinha meia dúzia de cassetes e com esse novo gadget, logo passei a gravar mais álbuns vindos dos LP’s em vinil que os amigos emprestavam. Se gostasse de alguma canção em particular e não tivesse acesso ao disco, só me restava esperar que passasse na rádio. E então com a cassete preparada, gravava tendo como bónus a voz do locutor e o jingle da rádio.

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Como já na altura gostava bastante de música, ouvia bastantes programas de rádio para ter acesso às novidades, juntamente comprava o jornal semanal Blitz (dedicado à música e que hoje é uma revista mensal). Quando gostava ou tinha curiosidade sobre alguma banda ou canção, tinha duas hipóteses: comprar o disco, mas tendo em conta que ainda não era independente e que discos eram prenda de aniversário ou Natal e pouco mais… Ou ir a uma loja de discos e pedir gentilmente para ouvir o disco. Depois dos que gostava mesmo muito pedia muito para me darem. Não raramente se havia dois ou três discos que gostávamos num grupo de amigos, cada um comprava um e depois gravávamos uns dos outros. Foram os primórdios do Napster!

Então e telediscos?! Pergunta a miudagem. Pois… havia muito poucos. Só no Top+, uma vez por semana, ou para uma minoria a MTV através da parabólica é ficavam um pouco à frente nas tendências.

Qualquer jovem que tenha lido o texto até aqui deve pensar.. “Que mau, mas sempre tinham concertos e festivais de verão!”. Nem por isso. Tendo em conta que os festivais de verão vieram para ficar em 96 ou 97… Só tínhamos a festa do Avante. Além disso nomes internacionais ainda não passavam muito por cá…

Por isso a todos, novos e velhos, que hoje em dia ouvem uma canção e através de uma aplicação no smartphone ficam logo a saber o nome do intérprete, que de seguida descarregam no ITunes o álbum e ficam a saber toda a informação no Musikki e ainda vêm videoclips no Youtube… Pensem no trabalho que dava ouvir música há vinte anos!!

Carlos Moreira

2 Comments
Ana Marcelino Cruz diz:

Há 20 anos… mixed-tapes com os separadores das emissões das rádios locais, gravações manhosas das matinées por quem tinha a coragem de levar o “tijolo” para a disco… um mundo de delícias que ficam nas nossas memórias!
A felicidade que tive quando o meu Pai me deu no Natal um tijolo double-deck… finalmente ia conseguir gravar de uma k7 para outra! 😀
Beijinho Carlos, excelente post *

Carlos diz:

Obrigado Ana… Falhou-me essa do double deck.. Até porque me aconteceu o mesmo:))) que loucura quando pude passar a gravar de cassete para cassete:) Beijinho

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