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As Alterações Climáticas

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A seca que nos atingiu em 2017 ficou conhecida como a pior em mais de 80 anos. O calor, que durou vários meses a mais que o normal, fez-nos sentir que tivemos um muito prolongado Agosto. Os incêndios, muitos ajudados pelo calor, multiplicaram-se.

Um pouco por todo o mundo crescem as ocorrências de desastre naturais. As alterações climáticas são cada vez mais um tema na ordem do dia.

Alguns, os que mais gostam de fugir às culpas, alegam que estas mudanças climáticas sempre aconteceram. Que a temperatura sempre aumentou, secas sempre houve, que desastres naturais são inevitáveis. Mas até para os mais céticos se torna cada vez mais difícil negar: algo se passa.

15 mil cientistas e investigadores de 184 países vieram, recentemente, fazer um aviso ao Mundo. Dizem que os problemas estão “a piorar alarmantemente” e que “em breve vai ser demasiado tarde”. O que faremos quando fôr realmente demasiado tarde?

É nos aconcelhado que devemos poupar água, tomar duches mais pequenos e fechar a torneira sempre que possível. É nos sugerido andarmos mais a pé e de bicicleta, para privilegiarmos os transportes públicos e diminuir, assim, o uso de automóveis. E nós, assombrados com as noticias da televisão e os filmes do fim do mundo, acedemos.

Mas será que isso é o suficiente?

Água, o bem mais valioso

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Ouvimos muitas vezes que a água é um bem essencial e que está prestes a esgotar-se. Isso não é totalmente verdade: a água não se esgota, é um recurso renovável. A água que existe hoje no planeta é exactamente a mesma que existia no planeta há 4 mil anos atrás. Nem mais uma gota, nem menos uma gota.

O problema com a água é que ela não se está a renovar suficientemente depressa para a velocidade a que a consumimos.

Se quisermos poupar água podemos e devemos, sim, fazer tudo o que nos dizem sobre o assunto: tomar banhos mais curtos e de chuveiro em vez de banheira, fechar a torneira enquanto nos ensaboamos, reaproveitar água…

Mas mesmo que façamos tudo isso, poupamos apenas algumas gotas num mar de desperdício.

Petróleo, o ouro liquido

O petróleo e os combustíveis fósseis, no geral, são um dos principais responsáveis pela enormidade das alterações climáticas que o mundo tem sofrido.

São compostos de carbono de origem mineral que se formam através da decomposição de resíduos orgânicos, num processo que demora milhares de anos. Actualmente, eles representam cerca de 75% do consumo mundial de energia.

A sua utilização tem dois grandes problemas: são recursos facilmente esgotáveis e que provocam imensa poluição, com um enormíssimo impacto negativo a nível ambiental e climático.

Os combustiveis fósseis (como o carvão, o petróleo ou o gás natural) libertam dióxido de carbono quando são usados. Causam poluição do ar, originam doenças respiratórias, destroem a camada de ozono, causam chuvas ácidas e aumentam o efeito estufa, piorando assim o problema do aquecimento global e das alterações climáticas.

Gado, o problema de que não se fala

Começamos só agora a ouvir falar do problema do gado e da criação de animais para consumo humano.

A criação de gado é responsável por 18% das emissões de gases tóxicos para a atmosfera. Alguns estudos indicam que um bovino pode expelir até 500 litros de gás metano por ano, para a atmosfera. Ou seja, para se criar 1 kg de carne para consumo polui-se o mesmo que se polui ao conduzir um automóvel por 250 km.

Mas essa não é a única desvantagem da criação destes animais para consumo. Calcula-se que para produzir um kg de carne são gastos, em média, cerca de 16000 litros de água. Para produzir um hambúrguer – um único hambúrguer – são gastos 2400 litros. Sim, a água vai continuar o seu caminho. Vai-se renovando, mas não suficientemente depressa.

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Mas afinal, o que podemos fazer?

Na verdade, podemos tomar várias atitudes para diminuir a nossa pegada ecológica. Algumas têm mais repercussão que outras, mas todas são importantes.

  • Consumir menos – Esta é uma das principais e uma das que menos se fala. Consumir menos, comprar menos produtos, vai fazer invariavelmente com que gastemos menos recursos. E não só aqueles que vemos directamente, como o algodão de uma blusa. Mas também a água que foi gasta para o produzir, os químicos que foram gastos na cultura e na fabricação, o petróleo (como a gasolina) usado no seu transporte…

  • Comer de forma inteligente – Optar por alimentos orgânicos, que não foram envenenados com químicos, faz bem à nossa saúde e à saúde do planeta. Diminuir o máximo que pudermos o consumo de carne, que é o alimento que consumimos que mais causa poluição, gasta recursos naturais e contribui para o aquecimento global.

 

  • Tomar decisões sustentáveis – Dar preferência a andar a pé, de bicicleta ou de transportes públicos, tomar duche em vez de banho de banheira e durante menos tempo, não deixar a água ligada enquanto nos ensaboamos ou lavamos os dentes, preferir produtos locais e de pequeno comércio, reciclar e todas as outras pequenas grandes acções de que já ouvimos falar. Cada uma, isolada, pode não parecer grande ajuda, mas todas elas juntas são bastante relevantes.
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