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Ano Novo, TV Nova – Os Vencedores, os vencidos e a nova programação para 2014

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Já era esperado. Sinceramente, nunca duvidei. Não por mérito próprio, porque nem foi das suas melhores emissões nem tão pouco surpreendeu, mas sim por demérito dos adversários, que quiseram ser diferentes, que até ambicionaram ir mais longe, que até tinham os ingredientes para ir mais longe, mas deixaram queimar tudo. Mais um ano, mais uma vitória e um novo recorde. Pela nona vez consecutiva acertaram na receita, sem falhas.

Eis que a TVI entra em 2014 com motivos para festejar, registando uma audiência média diária de 32,5%, com pico de share registado às 00:52h de 63%, contra uns pouco honrosos 18,3% da SIC e 15,5% da RTP. Expostos os números, cabe comentar o desempenho das três estações em registo singular.

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Em primeiro lugar, a RTP. A estação pública optou por receber 2014 com a equipa de Herman José e as suas 14 Badaladas. Como já tinha sido mencionado no número anterior do Magazine Mais Opinião, este formato já tinha sido tentado o ano passado, registando um resultado vergonhoso. Confesso que nunca acreditei no regresso deste conteúdo para o réveillon deste ano. Porém, Herman soube-nos brindar com a sua graça, que é muito sua, e com a sua inteligente sátira social, sempre apoiado por uma equipa de humoristas de alto nível e… Gabriela Barros, ali caída do céu. A nível audiométrico ficou-se pelo já costumeiro terceiro lugar, assinalando, no entanto, um melhor resultado face ao ano passado, colando-se praticamente à concorrência do Factor X, da SIC.

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Falando da SIC, estamos perante o típico caso de um clube de futebol que tem o melhor plantel e o maior orçamento mas não ganha uma, não acerta outra e desilude todo o estádio. Nem as atuações de Amor Electro, Blasted Mechanism ou HMB, nem tão pouco os momentos humorísticos protagonizados por João Manzarra, já gastos, salvaram a estação do grupo Impresa de uma derrota que mereceu, pela má produção que tem permitido ser feita com os conteúdos que transmite. Uma excelente resolução de ano novo seria, sem dúvida, mudar de produtora para os formatos de entretenimento.

Todavia, para compreender os maus resultados da SIC na noite de fim de ano, temos de recuar umas semanas. Se bem se deve lembrar, o formato apresentado pela estação de Carnaxide estreia-se com uma vitória tangencial face à TVI, vitória essa que se consolida na semana seguinte. A partir de então, e depois da resposta da Casa dos Segredos, tem registado, a cada semana que passa, um novo recorde de mínimos audiométricos. Até no domingo dia 29 de Dezembro, data em que a TVI não exibiu a habitual gala graças ao clássico para a Taça da Liga, a SIC não conseguiu ganhar com uma gala de expulsão.

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Por último, e porque, como aliás é sobejamente conhecido, os últimos costumam ser os primeiros, a estação de Queluz e a sua gloriosa despedida de 2013, com a gala final de Secret Story. Numa soberba jogada de programação, a TVI consegue a vitória no réveillon, transmitindo a final do reality-show (o que, se recordar o número anterior, não era certo acontecer) e anunciando, ao mesmo tempo, o prolongamento do formato por ‘’tempo indeterminado’’, que é como quem diz até à final do Factor X. Ainda sobre a emissão que deu as boas vindas a 2014, destacam-se, por um lado, os momentos musicais protagonizados pela ‘’prata da casa’’, ou seja, concorrentes, ex-concorrentes e Toy e, por outro, um dos minutos mais vistos da noite, a inédita atuação de Nélson, interprete do enorme sucesso das redes sociais, Bo tem Mel. Nota positiva também para a condução de Teresa Guilherme, que soube espremer, tanto nesta edição como em mais de dez anos de reality-shows, o melhor de cada casting. Pode não se gostar, mas a apresentadora dos intemporais Big Brother’s é exímia no tipo de formato que habitualmente conduz.

Em suma, o rescaldo do réveillon televisivo mostra-nos mais do mesmo. O pódio é divido da mesma forma há anos, a expectativa é análoga. Melhor, só o espectáculo e a festa televisiva que o país vive. Para o ano há mais!

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Já em 2014, é tempo de nova programação. O primeiro período do calendário televisivo para o ano recém-chegado, coincide com o previsto, ou seja, com formatos já líderes, já conhecidos do grande público, porém com nova roupagem. Todavia, já são avançados alguns nomes e formatos para o médio prazo no ano televisivo.

Começando pela RTP, que se antecipou um pouco, com a estreia de Os Filhos do Rock, não fica por aí e volta a apostar no formato A Voz de Portugal, confirmando também o prolongamento da série Bem Vindos a Beirais para uma terceira temporada. A aposta em séries de ficção nacional parece ser então o caminho que a RTP quer seguir, equilibrando a sua programação com o talent-show de sucesso mundial e outros formatos que, fonte da direção da estação pública, ‘’devem continuar, face aos bons resultados’’. Será o caso de Quem quer ser Milionário? ?

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Quanto à SIC, continuará com o Factor X até Fevereiro e em relação a um novo grande formato de entretenimento não há ainda notícias. Talvez uma segunda edição, mas isso sou eu a pensar.

Em último lugar, é a estação de Queluz que mais revela a sua programação para este ano. Finda a Casa dos Segredos IV e com a estreia do Desafio Final, a TVI guarda-se (e bem) para a estreia de A Tua Cara Não Me É Estranha, edição especial com crianças dos 8 aos 14 anos. Confesso que me desperta a curiosidade saber de que forma a Endemol produzirá este formato com jovens, que tipo de imitação se fará e se os mínimos de decência musical serão cumpridos. Para além do original espanhol, também já foram noticiados os projectos separados de Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira, o primeiro a conduzir Masterchef, ainda sem data de estreia. Quanto à nova directora de conteúdos não informativos da TVI, é provável que regresse ao horário nobre com a segunda edição de Dança com as Estrelas.

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No entanto, é com Rising Star, um original israelita, que a TVI espera consolidar a liderança audiométrica em 2014. Ainda sem se conhecerem ao pormenor os contornos deste formato, segundo fonte da Media Capital, o formato apresenta semelhança com o A Voz de Portugal, destacando-se ‘’pela selecção e votação em tempo real’’, acrescentando que ‘’é um formato de grande sucesso que já garantiu emissão nos Estados Unidos, Reino Unido e Brasil, entre outros. Estamos confiantes!’’

Em tom de conclusão, resta-nos estar atentos às novidades televisivas, e acompanhar os formatos que as televisões generalistas preparam, ‘’com tanto carinho’’, para nós, espectadores.

Aproveito também para desejar a todos os leitores do Magazine Mais Opinião um bom ano, com boas leituras e, não fosse eu o cronista de televisão, bons programas!

João Morais do Carmo

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