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5 Séries Que Eu Já Devia Ter Começado a Ver!

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Todos temos aquele filme ou série que andamos a planear ver desde do Paleolítico. Se por um lado saberia bem despachar esse Apocalypse Now ou essa La Casa de Papel (ainda não vi nenhum dos dois), por outro perder-se-ia aquela mística do ”the chase is better than the catch”. Afinal de contas, o cinéfilo precisa sempre de ter aquela série de reserva (especialmente durante a Silly Season), sob pena de entrar em verdadeira depressão intelectual.

Embora não seja um amante dos ecrãs a esse ponto, é mais que certo que ando a adiar alguns pedacinhos de ouro cinematográfico por anos a fio. E, por mais bizarro que seja fico com a sensação que eu nunca vou pôr a vista em cima de algumas destas produções… por mais espectaculares que sejam.

Estamos em época baixa, o típico pré-Verão de Hollywood e as opções escasseiam. São muitas as temporadas que terminam e a seca de filmes de qualidade é evidente. Talvez seja altura de fazer um catch up das séries e filmes que sempre quis ver e investir uma boa quantidade de horas naqueles clássicos que estão há muito na sua lista, mas que nunca fez realmente o esforço para ver…

O seu humilde cronista arranjou algum tempo livre e decidiu compilar as cinco séries que já devia ter começado a ver há algum tempo. Demasiado. Tempo. Mesmo. E se esta crónica sair bem, como eu pense que sairá, creio que não serei o único a começar uma maratona de clássicos em breve! (sim, estou a falar de si, caro leitor!).

Parks And Recreation (2009-2015, 7 Temporadas)

Why not? Depois de milhentos amigos me aconselharem a  série, este gigante da comédia americana tornou-se uma candidata ao meu bárbaro escrutínio nos próximos tempos. Bastaram poucos vídeos para me convencerem da qualidade cómica desta produção, que duvido que me escape antes do fim deste ano.

Tendo como protagonistas os desconhecidos Chris Pratt, Amy Poehler, Nick Offerman (entre outros actores com muito, muito pouco sucesso em geral), a série ganhou um Globo de Ouro, além de ter sido nomeada para oito Emmy’s ao longo da sua duração. Percebeu agora o meu sarcasmo anterior?

Parks and Rec vem de uma geração brilhante de séries americanas dedicadas à comédia, partilhando o seu trono com Shameless, The Office, Arrested Development e It’s Always Sunny in Philadelphia, todas elas séries relativamente agradáveis de se ver. Garantia e selo de aprovação aqui do senhor cronista.

Westworld (2016-, 2 Temporadas) 

Ao contrário das tendências actuais (à excepção dos meus amigos, aparentemente), eu tornei-me num grande entusiasta da cultura Western, um género que tem sido esquecido e ridiculamente parodiado nos últimos anos, mas que por essa razão se tem mantido fora do radar da maioria dos criadores de cinema.

De fora, Westworld não se apresenta como uma série 100% focada no universo Western, devido aos toques fantasia e do sci-fi: afinal de contas falamos de uma sinopse que revela a existência de um parque temático que é supervisionado por anfitriões robóticos e onde podemos fazer o quisermos… (obrigado IMDB!)

Criada por Jonathan Nolan, o mano mais novo do Christopher, e com estrelas de cinema de grande peso como Anthony Hopkins e Ed Harris, a única questão é mesmo por que raio é que eu ainda não comecei a ver a série?! Especialmente sabendo que no último ano andei a gravar uma mini-série a-la-Faroeste para o Youtube (acredite, que é verdade!). E, por falar nisso revelo já que está uma crónica sobre essa tema no forno do Ideias e Opiniões!

Depois de uma chuva de nomeações (e 4 Emmy’s ganhos) no ano passado, eis que surgiu a segunda temporada, o que significa que está aqui uma boa oportunidade para puxar dos galões e começar a ver aquela que parece ser uma das grandes apostas da HBO para os próximos anos.

The Leftovers (2014-2017, 3 Temporadas)

Tenho a dizer que esta é mesmo a próxima na lista… ainda ontem passei os episódios para o meu Ipad e não deve demorar muito até começar esta aventura. The Leftvovers terminou o ano passado e tem como premissa o desaparecimento misterioso de 2% da população mundial, focando o aftermath desta situação caótica.

Com uma outra forma de abordar o tema do pós-Apocalipse, a série dá a entender que é explorado o luto de várias famílias, assim como o impacto que este grande acontecimento teve na interacção entre os seres humanos de uma localidade no estado de Nova Iorque.

Não tenho muito a dizer acerca desta série. Provavelmente o elo mais fraco desta lista, mas ao mesmo tempo a série com a sinopse e conceito mais interessante à primeira vista. Com boas críticas, mas apenas uma nomeação para Emmy, vamos lá ver o que esta produção Netflix tem para dar!

Curb Your Enthusiasm (2000-, 10 Temporadas)

Quem me conhece sabe que sou um fanático do Seinfeld, aquela que é para mim a melhor série de comédia de sempre. Posto isto, só mesmo por pura parvoíce tenho adiado ver Curb Your Enthusiasm, o segundo filho legítimo de Larry David e que serviu de competição saudável para o extenso tempo de antena do seu bom amigo Jerry Seinfeld.

Se amei as idiossincrasias do Costanza durante os anos 90, não deverei ter problemas em aceitar de braços abertos os desabafos lunáticos do Larry David. Curb Your Enthusiasm é exactamente o que David quer que a série seja – algo que não é um segundo Seinfeld, mesmo havendo algumas semelhanças. E sim, eu admito! Já vi uns bons clips desta “coboiada”, mas nunca a série por completo, por isso não haja dúvida que está na lista para os próximos tempos.

Renovada pela HBO para uma décima temporada em 2018, Curb Your Enthusiasm contou (e conta) com milhentas guests apperances ao longo dos anos, tendo sido galardoada com 2 Emmy’s ganhos (com 10 anos de diferença) e o Globo de Ouro de Melhor Série de Comédia em 2003.

The Sopranos (1999-2007, 6 Temporadas)

O Golias deste top! Se tivesse de escolher uma série de culto na América, The Sopranos seria muito provavelmente o primeiro nome a vir à minha cabeça. Depois de muitos meses a contactar com a ”americanagem”, é raro aquele/a que não traz esta produção à mesa, sempre que o tema são séries de televisão.

Este gigante da HBO (mais um) é uma autêntica mistura entre ficção e práticas reais dos gangues de New Jersey, resultando numa adaptação do modelo da máfia das grandes metrópoles dos EUA para o pequeno ecrã – através de uma filmagem igualmente peculiar e interessante (do pouco que vi). Encabeçada por James Gandolfini – que mesmo sem ter visto actuar me parece ideal para um mafioso de classe – a série compete taco a taco com The Wire (a minha perdição), como uma das melhores séries de crime na história da televisão americana.

18 Emmys. Cinco Globos de Ouro. Confesso até que me custou a ler a lista completa de galardões. Poucas séries fazem frente a isto! Não há mesmo muito mais a dizer… um must para os verdadeiros fãs de televisão de qualidade – ou seja eu?

Já referi em crónicas anteriores que a variedade de séries disponíveis no mercado tem aumentado exponencialmente durante os últimos anos, muito por culpa dos gigantes do streaming, como a Netflix, a Hulu ou a HBO, que nos têm causado um sério problema de gestão de tempo. São séries atrás de séries a serem lançadas todos os meses, havendo escolhas para todos os gostos.

Escusado será dizer que quantidade não é qualidade, mas com tanta oferta… quase que aparecem uma ou duas pérolas por mês. E se por um lado eu não me importo nada de passar umas boas horas a ver uma boa série, por outro fica-me este pensamento estranho de uma certa manipulação desta geração de audiências, presa eternamente à frente de um ecrã, enquanto espera pela ”next big thing” – que muito provavelmente sairá umas semanas depois.

Não sou particularmente fã de episódios de uma hora. Mas compreendo que seja necessário um certo tempo de narrativa e de experiência visual para proporcionar uma história mais completa e elaborada. Se calhar afeiçoei-me tanto ao Seinfeld (e aos seus curtos episódios) que me esqueci que nem tudo é comédia!

Seja como for, estas séries estão na lista e vão ser bem vistas e apreciadas… um dia destes. Possivelmente nos próximos meses, quiçá este ano. Sem promessas, mas cheio de vontade. Voltarei em breve com uma crónica muito especial acerca de um projecto onde tenho tido imenso prazer em participar. Deixo um teaser: já imaginou um Western de Youtube à portuguesa, que mistura Alentejo Sem Lei com bocadinhos de Senhor dos Anéis, mas que tem um orçamento na ordem dos 39 euros? Pois, eu também não imaginava há um ano atrás.

Caro leitor, espero que esteja a ter uma óptima entrada nos bons ventos da Primavera! Bons filmes, mas principalmente boas séries!

Hasta La Vista, Baby!

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