Música

40 Factos Curiosos Sobre o Festival Eurovisão da Canção

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São 62 anos de história do Festival Eurovisão da Canção que, pela primeira vez este ano, se realiza em Portugal. Em plena semana de transmissões e furor eurovisivo, convido-vos a mergulhar na história daquele que é o maior evento musical do mundo, congregador de povos, sonoridades e dialectos, através de 40 factos e curiosidades catitas. All aboard!

 A Irlanda detém o recorde do país com maior número de vitórias: foram sete ao todo! A primeira foi em 1970 com “All Kinds of Everything” da cantora Dana, sendo que a mais recente data de 1996, ano de triunfo de Eimear Quinn. Em segundo lugar segue a Suécia, com seis vitórias, e em terceiro um empate a três entre França, Luxemburgo e Reino Unido, todos com cinco troféus.

 Hoje em dia, em caso de empate, o país com pontuação atribuída pelo maior número de países, ganha. Uma regra que nem sempre se verificou, pois em 1969 existiram quatro vencedores: Espanha, Holanda, França e o Reino Unido dividiram o caneco entre si.

 Na edição inaugural, em 1956, participavam apenas sete países: Bélgica, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Holanda e Suíça. Devido ao escasso número de nações em competição, cada país trouxe duas canções a concurso.

 França, Itália, Espanha, Alemanha e o Reino Unido fazem parte dos denominados “Big Five”. Quer isto dizer que, por serem os maiores financiadores para a EBU (European Broadcasting Union), entidade produtora da Eurovisão, têm sempre presença garantida na final do evento. A eles se junta o país vencedor da última edição.

5º Se de um bolo-rei a tabela classificativa se tratasse, a Noruega seria o país a quem mais vezes calhou a dita “fava”. O país nórdico terminou em último lugar por onze ocasiões: em 1963, 1969, 1974, 1976, 1978, 1981, 1990, 1997, 2001, 2004 e 2012. Ouch!

Falemos de idades. O concorrente mais jovem de sempre foi Jean Jacques do Mónaco, com 12 anos. Já o mais velho contava com 95 e era parte integrante da banda Suíça Takasa. E se desde 2013 já existe a versão júnior do festival, ainda está para nascer a equivalente sénior.

A Finlândia esperou 44 anos desde a sua primeira participação, em 1961, para alcançar a primeira vitória. Quem não se lembra dos “monstrinhos” Lordi, a erguer alto a bandeira do heavy metal com o imperial “Hard Rock Hallelujah”?

E se é verdade que Portugal esperou 49 edições para chegar pela primeira vez à vitória, o Chipre é agora quem ocupa o lugar de maior perdedor de longa-duração. Em 34 participações, nunca foram além de um quarto lugar. Haja esperança.

O Luxemburgo já venceu o certame em cinco das suas edições, mas na realidade nenhum dos seus representantes era filho da nação: quatro eram franceses e um deles era grego.

10º A primeira cerimónia da Eurovisão a ser transmitida a cores foi a de 1968, ao vivo do Royal Albert Hall, em Londres.

11º Riverdance, a popular dança de sapateado irlandesa, foi estreada ao vivo no intervalo da edição de 1994 que teve lugar em Dublin.

12º Contemos com a Eurovisão para denominações invulgares. Entre os títulos mais absurdos que passaram pelo festival, contam-se canções como “Boom Bang-a-Bang” (Reino Unido, 1969), “A-Ba-Ni-Ba” (Israel, 1978), “Bana Bana” (Turquia, 1989) ou “Bourn Badaboru” (Mónaco, 1967). Uau, que fancxart zihosko.

13º Por três vezes registou-se o maior número de países participantes no festival – 43 ao todo. Aconteceu em 2008, 2011 e – nem a propósito – este ano.

14º O televoto só surgiu em 1997. Até lá, a votação era decidida através de um painel de jurados nacional. Hoje em dia o vencedor é apurado com recurso ao método 50/50.

15º O número máximo de pessoas permitidas em palco durante cada actuação é de seis elementos (coro e dançarinos incluídos). Até 1971 o limite era três – falemos de economia de custos.

16º Portugal detém o recorde de maior número de pontos atribuídos numa Grande Final. “Amar Pelos Dois” de Salvador Sobral recolheu uns impressionantes 758 pontos em Kiev, no ano passado. Esperemos que o conserve por muito tempo.

17º A canção da história da Eurovisão alvo de mais versões é “Nel Blu Dipinto Di Blu” (mais comumente conhecida por “Volare”) do italiano Domenico Mudugno, interpretada em 1958. Entre os seus ilustres adaptadores encontram-se Dean Martin, Cliff Richard e David Bowie.

18º Em 2004, para melhor acomodar o crescente número de países participantes, foi instaurado o modelo das semi-finais. Em 2008 passaram a ser realizadas duas.

19º A canção nº 1000 do evento pertenceu ao irlandês Brian Kennedy, em 2006, com “Every Song Is a Cry for Love”. Doze anos depois chegamos à canção nº 1500, que será interpretada em Lisboa pelo norueguês Alexander Rybak e o seu “That’s How You Write a Song”.

20º A mais jovem vencedora de sempre foi a belga Sandra Kim, que aos 13 venceu o concurso, em 1986. Quatro anos mais tarde foi imposto o limite mínimo de 16 para a participação no certame.

21º Por norma, o festival ocorre sempre no mês de Maio. A edição mais antecipada aconteceu em 1957, a 3 de Março, e a mais tardia em 1999, a 29 de Maio.

22º Em 2015, a canção concorrente da Rússia “A Million Voices”, tornou-se na primeira não vencedora a atingir a marca dos 300 pontos.

23º De 1956 a 1998 todas as canções concorrentes eram acompanhadas por uma orquestra ao vivo. De 1999 em diante, a polivalente e anciã dita cuja foi empacotada e preterida pelas backing tracks pré-gravadas. Tss tss.

24º Organizar uma edição da Eurovisão é coisa dispendiosa e nem todos os países vencedores estão em condições de o fazer. A Holanda, França, Mónaco e o Luxemburgo estão entre as nações que abdicaram do seu papel de organizador, tendo entregue o cargo ao Reino Unido.

25º Entre os concorrentes mais ilustres do Festival Eurovisão da Canção contam-se os ABBA (1974), Celine Dion (1988), Cliff Richard (1968 e 1973) ou Julio Iglesias (1970).

26º Marrocos participou por uma vez só no festival. A entrada deu-se em 1980 e o país terminou em penúltimo lugar, com pontos atribuídos apenas pela Itália.

27º Depois dos títulos, as canções em si inusitadas. A entrada da Turquia em 1983 consistia exclusivamente na repetição incessante da palavra “Opera”. Já “La La La” da Espanha, em 1968, não conduzia o ouvinte ao engano e consistia na repetição de nada mais nada menos do que 138 “las”. I-n-c-r-í-v-e-l!

28º A união faz a força. Reza a tradição que a sorte sorri aos sextetos, que por vinte e três vezes venceram o concurso. Seguem-se os quintetos, com treze triunfos. Já os solistas chegaram ao primeiro lugar em onze ocasiões.

29º Houve cinco intérpretes vencedores descalços na história do concurso. São eles: Sandie Shaw (Reino Unido, 1967), Sertab Erener (Turquia, 2003), Dima Bilan (Rússia, 2008), Loreen (Suécia, 2012) e Emmelie De Forest (Dinamarca, 2013). Desde o início deste milénio que os patrocinadores dos fungicidas têm redobrado os esforços, portanto.

30º Falemos de recordes de duração. O concurso mais longo foi o de Viena em 2015 com 3 horas e 59 minutos de duração; a canção mais longa tinha 5 minutos e nove segundos; e o título mais longo pertence ao tema “Man gewöhnt sich so schnell an das Schöne”.

31º De 1978 a 1998 as regras ditavam que cada país concorrente deveria cantar numa das suas línguas oficiais.

32º A Austrália transmite o Festival Eurovisão da Canção anualmente desde 1983. Em 2015, por ocasião da 60ª edição do certame, foi convidada a fazer parte do evento, sendo representada por Guy Sebastian, e a experiência correu tão bem que desde então tem feito parte dos países a concurso. Nunca ficou fora do top 10.

33º A canção mais curta da história da Eurovisão conta com 1 minuto e 27 segundos: chama-se “Aina Mun Pitää” e foi a representante finlandesa em 2015.

34º Em 2001 registou-se a maior afluência de público num espectáculo eurovisivo. Quase 38 mil pessoas preencheram o Parken Stadium em Copenhaga, ano de triunfo da Estónia.

35º Em 2015, o Festival foi reconhecido pelo Guinness Book of World Records como a competição televisiva mais duradoura de sempre.

36º Johnny Logan detém o título de intérprete com mais vitórias na Eurovisão. Em 1980 e 1987, em representação da Irlanda, ganhou com “Hold Me Now” e “What’s Another Year”, respectivamente. Já em 1992 venceu enquanto compositor da canção “Why Me?” da compatriota Linda Martin.

37º Falemos de orgulho nacional. Quando a Ucrânia ganhou a edição de 2004, Ruslana, a intérprete da canção vencedora, foi agraciada com um lugar no Parlamento. Foram umas “Wild Dances” e pêras.

38º Apenas por dez ocasiões a vitória foi parar às mãos de um artista masculino a solo. Por outro lado, trinta e nove artistas femininas foram declaradas vencedoras do certame.

39º O inglês é a língua mais representada entre as canções vencedoras, com um total de trinta e um temas. Seguem-se o idioma francês com catorze vitórias, e o holandês e hebreu com três cada.

40º Fãs de numerologia, esta é para vocês. Os temas que actuaram em segundo e décimo sexto lugar numa final, nunca venceram uma edição. Pelo contrário, a posição dezassete é de sorte: já por sete vezes alojou a canção vencedora.

Que tal, valeu a pena? Agora que já são mestres em factos eurovisivos, apreciem com outros olhos (e ouvidos) a cerimónia que sagrará o sucessor de “Amar Pelos Dois” nesta Eurovisão que, nunca como agora, é de todos nós!

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